Mais de um mês após a derrota na final do Mundial de Futebol de 2026, Lionel Messi anunciou a sua reforma da selecção argentina. Através de uma carta aberta aos adeptos publicada nas redes sociais, o camisola 10 comunicou o seu afastamento definitivo da Albiceleste, ao fim de mais de 20 anos de serviço.
“Depois deste tempo que passou desde a final, e após pensar muito, quero comunicar a todos que me reformo da selecção. Foi uma decisão que me doeu e dói na alma, mas entendo que este é o momento. Juro que sempre dei tudo, não só nos últimos anos, em que ganhámos tudo, mas também antes. Sempre lutei e dei tudo por esta camisola para dar alegrias e fazer com que se sentissem orgulhosos de serem argentinos através do futebol”, escreveu o capitão no início do comunicado.
Além da derrota na final da competição, o jogador enfrentou recentemente a perda do seu pai. Diante deste cenário, o atleta decide prosseguir a sua carreira dedicando-se exclusivamente ao Inter Miami, clube com o qual mantém vínculo contratual até 2028.
“Falta pouco e as etapas vão-se fechando. Esta é uma que me dói muito. Amo, amei e amarei sempre estar na selecção. Obrigado por todo o carinho nestes 20 anos. Vou sentir falta de vos ouvir de dentro do campo. Agora serei mais um de vocês, a torcer e a apoiar sempre nos momentos bons e maus. Vou com tranquilidade e orgulhoso de ter oferecido a vocês, junto com os meus companheiros, momentos sonhados. Foi uma loucura viver isto com vocês”, acrescentou.
Lionel Messi encerra a sua trajectória na selecção argentina com quatro títulos conquistados, nomeadamente um Mundial de Futebol, duas edições da Copa América e uma Finalíssima. O camisola 10 fecha o seu ciclo como o maior marcador da história da Albiceleste, com 125 golos apontados pelo seu país.
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