A Comissão de Gestão da Renamo veio a público acusar o presidente do partido, Ossufo Momade, de reter fundos públicos com total falta de transparência e de promover o asfixiamento financeiro da agremiação política. De acordo com as denúncias recebidas na redacção da Miramar, os militantes de base estão a ser forçados a custear do próprio bolso as despesas de logística e transporte para participarem na reunião do Conselho Nacional, agendada para outubro deste ano.
O coordenador nacional da comissão, Edgar da Silva, apontou a existência de violações estatuárias graves, criticando o boicote à realização das reuniões obrigatórias dos órgãos do partido.
Num cenário de crescente tensão e risco de colapso interno, a reunião de outubro é encarada pelas bases como a última oportunidade para encontrar uma figura de consenso, capaz de unificar as estruturas com vista aos pleitos eleitorais de 2028 e 2029.
Neste contexto, a liderança da Renamo confirmou que o debate sobre a crise interna estará formalmente incluído na agenda de trabalhos do próximo Conselho Nacional.
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