O Presidente da FRELIMO, Daniel Chapo, encerrou esta quarta-feira, em Chimoio, a IV Sessão Extraordinária do Comité Central do partido. No discurso de fecho, o líder apresentou a reunião como o ponto de transição decisivo da reflexão para a acção, exortando a máquina partidária e a estrutura governamental a abandonar o trabalho de gabinete e a produzir resultados concretos que melhorem a vida da população.
Entre os momentos de maior relevância esteve a convocação oficial do 13º Congresso da FRELIMO, agendado para 20 a 25 de Julho de 2027, na cidade de Nampula. Chapo sublinhou que a reunião magna servirá para modernizar a organização e adaptar o partido às dinâmicas da actual conjuntura, exigindo uma FRELIMO capaz de reconhecer os seus erros e corrigir o que não funciona. Para assegurar uma presença efectiva no terreno, destacou a importância do Recenseamento de Raiz dos órgãos e membros do partido, criticando a existência de células passivas ou que apenas figuram no papel.
No capítulo da defesa e segurança, o estadista reafirmou que a resposta ao terrorismo na província de Cabo Delgado continuará a ser frontal e sem complacência, garantindo o reforço dos investimentos nas Forças de Defesa e Segurança e na Força Local. Enalteceu a cooperação com as tropas do Ruanda e da Tanzânia, cujo empenho permitiu o regresso gradual das populações e a retoma dos megaprojectos de gás natural, e comprometeu-se a manter igual rigor no combate aos raptos, ao tráfico de drogas e de órgãos humanos, e à corrupção na administração pública.
Chapo reiterou ainda a aposta no Diálogo Nacional Inclusivo, defendendo que a construção do Estado e a preservação da paz pertencem a todos os cidadãos, independentemente de filiações políticas, religiosas ou étnicas. Dirigindo-se directamente a ministros, governadores e administradores distritais, avisou que a população anseia por mudanças profundas e por uma gestão focada nas bases. Defendeu ainda o protagonismo da juventude e da mulher moçambicana, reiterando que a missão desta geração passa por edificar as bases da independência económica do país através do processamento local dos recursos naturais e da criação de emprego.
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