O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 9,25%. A medida é sustentada pela redução da liquidez em moeda nacional no sistema bancário, na sequência do aumento do coeficiente de Reservas Obrigatórias aplicado em maio, sob um cenário de elevados riscos e incertezas associados ao conflito no Médio Oriente e à volatilidade dos combustíveis.
O Banco central prevê um aumento da inflação no curto prazo, impulsionado pelos custos dos combustíveis e pela inflação importada, antecedendo uma desacelerada para um dígito no médio prazo. No domínio económico, o Produto Interno Bruto (PIB) registou uma desaceleração no primeiro trimestre de 2026, mantendo-se a perspectiva de um crescimento moderado a médio prazo sustentado por projectos em áreas estratégicas.
O banco central manifestou ainda preocupação com o nível de endividamento público interno, que atingiu 538,3 mil milhões de meticais, alertando que os atrasos nos pagamentos continuam a afectar o funcionamento do mercado financeiro e a avaliação do risco-país.
Apesar deste cenário, o organismo assegura que o sector bancário nacional permanece sólido, capitalizado e resiliente, destacando também o crescimento da inclusão financeira impulsionado pela digitalização e pelo uso da rede SIMO e do sistema METIX.
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