O Município da Vila de Marracuene demoliu, na madrugada desta quinta-feira, 80 casas erguidas no espaço em disputa entre cidadãos que se dizem nativos e a Igreja Presbiteriana de Moçambique. Os ocupantes alegam que os terrenos foram cedidos pelos seus avós e bisavós, mas a autarquia avançou com a destruição sustentando que a propriedade pertence à congregação religiosa.
Segundo sabe a Miramar, a acção apanhou de surpresa os residentes da chamada Nova Facim, no bairro de Ricatla, onde o cenário é de desolação. As demolições atingiram desde obras a casas já habitadas do T0, T1 E T3, deixando famílias e bens ao relento.
Os lesados mostram-se indignados com a actuação do município e criticam a falta de diálogo, alegando que a autarquia nunca os procurou para uma reunião. Ainda segundo os mesmos, a disputa dos terrenos já corre no tribunal da Matola.
O Município de Marracuene explicou que emitiu sucessivos avisos para a paralisação das obras, mas as mesmas não paravam. De contrário, surgiam mais construções no espaço em disputa e com o caso no Tribunal.
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