O mandato do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, chega ao fim no final do presente ano, abrindo caminho para a escolha do seu sucessor. Os aspirantes ao cargo máximo da organização apresentaram, esta quinta-feira, as suas visões e prioridades perante a Assembleia Geral da ONU.
Durante a sessão, foram abordadas matérias centrais da agenda global, com destaque para a severa crise financeira que afecta a instituição, as sucessivas violações do direito internacional e o crescendo de divisões geopolíticas entre as grandes potências.
Até ao momento, a lista de candidatos integrados na corrida inclui Rafael Grossi (Director-Geral da Agência Internacional de Energia Atómica, da Argentina), Macky Sall (ex-Presidente do Senegal), Rebeca Grynspan (diplomata da Costa Rica), Carolyn Rodrigues-Birkett (Embaixadora da Guiana junto da ONU), Michelle Bachelet (ex-Presidente do Chile) e María Fernanda Espinosa (ex-Presidente da Assembleia Geral da ONU, do Equador).
Fontes diplomáticas indicam que não existe ainda um candidato favorito destacado no grupo, cujas idades variam entre os 52 e os 74 anos. Contudo, ganha consistência no seio do organismo a convicção de que a liderança deverá caber à América Latina, registando-se igualmente um forte impulso no apoio à eleição de uma mulher pela primeira vez na história da ONU.
A fase decisiva do processo começa no Conselho de Segurança, que prevê realizar a primeira votação indicativa secreta no final do mês, exigindo-se a ausência de veto por parte de qualquer um dos cinco membros permanentes. O nome seleccionado será posteriormente submetido à ratificação final da Assembleia Geral.
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