Um mês após os devastadores sismos que atingiram a costa central da Venezuela, os residentes de La Guaira mantêm a esperança de encontrar familiares desaparecidos, numa altura em que o fluxo de ajuda humanitária começa a diminuir.
Trinta dias passados sobre a tragédia, num cenário dominado por escombros e abrigos temporários improvisados, a população local enfrenta o desemprego generalizado e um trauma psicológico que ultrapassa a capacidade de resposta local. A partir de um centro de atendimento médico temporário, o clínico geral Jesus Espejo lançou um apelo urgente à comunidade internacional para que não abandone a região, sublinhando que o apoio é mais necessário agora do que nunca.
Para muitos moradores, o passar do tempo transformou a dor em determinação. Diariamente, várias pessoas concentram-se junto às estruturas colapsadas, exigindo a continuidade das operações de resgate até à localização do último desaparecido. É o caso de Williannys Reyes, que perdeu o emprego em consequência dos abalos e procura desesperadamente pelos seus entes queridos, reiterando a decisão da comunidade em permanecer no local até ao fim das buscas.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5, registados a 24 de Junho, provocaram mais de 5.300 mortos, segundo o balanço oficial mais recente divulgado pelas autoridades.
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