Os preços do petróleo registaram uma forte subida superior a 2% nas primeiras transacções desta segunda-feira, 1 de junho. A tendência de alta foi despoletada após Israel ter ordenado o avanço de novas tropas para o interior do território libanês, intensificando os combates contra o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irão, e quebrando o cessar-fogo anunciado há mais de seis semanas.
No mercado de Nova Iorque, os contratos futuros do crude norte-americano (WTI) subiram 2,37 dólares, o equivalente a uma valorização de 2,71%, fixando-se nos 89,73 dólares por barril. Em Londres, os contratos do Brent do Mar do Norte, a referência para o mercado internacional, avançaram 2,16 dólares, ou 2,37%, escalando para os 93,28 dólares por barril.
A escalada das acções militares, que ocorre imediatamente após os Estados Unidos terem mediado conversações de paz entre Israel e o Líbano em Washington, na passada sexta-feira, deitou por terra as expectativas de um entendimento célere entre Washington e Teerão para alargar o acordo de tréguas. Esta perspectiva de entendimento havia levado o Brent e o WTI a fechar em queda de 1,8% e 1,7%, respectivamente, no final da semana transacta.
O conflito entre Israel e o Líbano representa o transbordo mais amplo da guerra com o Irão. A actual crise regional teve início a 2 de março, data em que o Hezbollah começou a disparar foguetes e drones através da fronteira para o território israelita, como forma de apoio estratégico ao seu aliado iraniano.
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