Vários embaixadores e altos representantes africanos destacaram o impacto positivo da cooperação entre a África e a China, numa altura em que se assinala o 70.º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre o continente e a nação asiática. Em declarações prestadas em Pequim, os diplomatas foram unânimes em apontar os avanços alcançados e o fortalecimento dos laços políticos e económicos.
O embaixador do Egipto na China, Khaled Nazmy, sublinhou que as relações bilaterais registaram um salto qualitativo marcante ao longo das últimas sete décadas. O diplomata lembrou o pioneirismo do seu país ao ser a primeira nação árabe e africana a formalizar os laços diplomáticos com Pequim, uma parceria que evoluiu para um estatuto de cooperação estratégica abrangente, gerando conquistas sólidas nas áreas do comércio, investimento e dinamização económica.
O sentimento de progresso partilhado foi igualmente corroborado pelos diplomatas presentes nas celebrações do Dia de África, em Pequim. O representante permanente da União Africana na China, Alhaji Mohamed Sarjoh Bah, enfatizou que as sete décadas de ligação mútua traduzem uma relação robusta, assente na solidariedade e no respeito recíproco.
O responsável indicou que, apesar do longo caminho já percorrido, há ainda um vasto campo de acção para expandir os projectos em comum.
Por seu turno, os embaixadores dos Camarões, Martin Mpana, e do Quénia, Willy Bett, focaram as atenções na transição das prioridades da agenda bilateral. Os diplomatas referiram que, se no passado a convergência de posições visava a libertação política, o foco actual está direccionado para a emancipação económica e social dos povos.
Os representantes enalteceram a plataforma do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC) como um modelo estruturado e eficaz para viabilizar parcerias de benefício mútuo e de ganhos partilhados.
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