Na sequência da decisão do Governo de suspender a maioria das actividades mineiras na província de Manica, o sector extractivo enfrenta uma crise profunda. Este cenário empurrou cerca de 3 mil jovens para o garimpo ilegal, após o encerramento em massa de unidades de exploração para travar a poluição dos rios daquela região.
Embora a intervenção tenha sido considerada necessária do ponto de vista ambiental, a ausência de planos de contingência deixou centenas de trabalhadores sem fontes de rendimento, empurrando muitos para a exploração informal e perigosa de ouro como único meio de subsistência.
O impacto da medida reflecte-se nos números actuais do sector na província, onde das 28 empresas mineradoras que operavam anteriormente, apenas seis permanecem em funcionamento.
Neste sentido, os jovens garimpeiros pedem a reabertura das minas para garantirem um trabalho formal e com medidas de segurança garantidas.
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