A Cidade de Maputo viveu um primeiro dia útil da semana marcado pelo desespero nas paragens e longas filas nas gasolineiras. No terminal de Magoanine, junto à Praça da Juventude, a equipa de reportagem da Miramar registou um cenário de paralisia, onde havia centenas de utentes sem transporte para chegar aos postos de trabalho, enquanto os transportadores permanecem retidos em filas quilométricas à procura de combustível.
A crise está a afectar serviços essenciais e actividades económicas. Entre os relatos colhidos, destaca-se o caso de um cidadão impedido de realizar um transporte fúnebre para Magude por falta de combustível, e de uma cidadã que não conseguiu deslocar-se à Manhiça para cuidar da sua produção na machamba.
Utentes ouvidos pela Miramar, acreditam que as bombas de abastecimento estão a “esconder” o combustível, aguardando por uma actualização de preços para maximizar lucros.
Este cenário intensifica num dia em que o Governo reitera a disponibilidade de combustível até pelo menos princípios do mês de maio.
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