O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou que o bloqueio marítimo contra o Irão já obrigou ao redireccionamento de 94 navios comerciais. Segundo a nota oficial americana, as forças militares inabilitaram ainda três embarcações e abordaram outras duas para garantir o cumprimento das restrições, num cenário de forte escalada militar que incluiu ataques mútuos a petroleiros e navios no Estreito de Ormuz.
Em resposta às acções de Washington, o governo iraniano anunciou a criação de uma zona de navegação restrita fora do Estreito de Ormuz. A nova norma prevê colocar na lista de sanções de Teerão qualquer navio que tente atravessar o canal a partir da área delimitada pelos EUA, numa tentativa do parlamento e da Guarda Revolucionária de transformar o controlo militar da hidrovia num regime jurídico e de navegação próprio.
Apesar do aumento do confronto no mar e do impacto iminente na subida do preço do petróleo e nos seguros marítimos, analistas internacionais apontam que uma guerra de grande escala não é iminente. Tanto os EUA, focados em conter o conflito antes das eleições intercalares, como o Irão, prioritariamente empenhado na estabilização da sua economia interna, parecem calibrar a intensidade das acções para usar a crise como pressão política e de negociação.
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