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SOCIEDADE

CENTRO DE REPATRIAMENTO FECHA E DEIXA CENTENAS DE ESTANGEIROS AO RELENTO

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Zimbabweanos se abrigando da chuva. Foto: Ashraf Hendricks

Centenas de cidadãos estrangeiros continuam aglomerados junto ao centro de repatriamento de Epping, na Cidade do Cabo, apesar do encerramento oficial da infraestrutura este fim de semana. A maioria destas pessoas, oriunda do Malawi e do Zimbabwe, enfrenta agora uma crise humanitária agravada pela falta de condições básicas.

Condições Sanitárias em Deterioração Alarmante

As agências humanitárias na África do Sul alertam para o colapso das condições de saneamento no local. Com o fecho definitivo do centro, as autoridades retiraram:

  • As tendas de abrigo.
  • As casas de banho químicas.

A perda de infraestruturas deixou centenas de pessoas totalmente desamparadas. Nas últimas semanas, o espaço acolheu milhares de migrantes que fugiram de ataques xenófobos enquanto aguardavam o repatriamento.

Até este fim de semana, as mulheres e as crianças podiam pernoitar nos gabinetes do edifício do Ministério do Interior. No entanto, esse privilégio foi revogado.

Contradição entre Discurso Oficial e Realidade

O governador da província do Cabo Ocidental, Alan Winde, declarou que o processamento dos cidadãos estrangeiros foi concluído com sucesso. Contudo, a realidade no terreno mostra o oposto:

  • Continuam a chegar mais migrantes à procura de apoio.
  • O inverno sul-africano regista temperaturas muito baixas.
  • Famílias inteiras são obrigadas a dormir num campo aberto.

As imagens recolhidas no local mostram o asfalto coberto de restos de comida, roupas e cobertores.

Roupas, cobertores e comida de estrangeiros espalhados no chao. Foto: Ashraf Hendricks

Qual é o Próximo Passo para os Migrantes?

Estes cidadãos aguardam agora o transporte para o centro de Musina, a última paragem antes do repatriamento definitivo para os seus países de origem.

O governador Alan Winde afirmou que os estrangeiros que não conseguiram apanhar os autocarros para Musina devem procurar as respectivas embaixadas ou consulados para obter ajuda directa. Enquanto a polícia patrulha a área para manter a segurança, equipas de voluntários continuam a distribuir alimentos e artigos de higiene pessoal aos que estão acampados ao relento.

Por: Eduardo Figurao, RM Africa do Sul

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