Com a entrada em vigor dos novos preços dos combustíveis, a província de Gaza vive um cenário de tensão e opiniões divididas.
Enquanto uma parte dos cidadãos considera a medida necessária para estabilizar o mercado e aliviar a pressão sobre o abastecimento, outros afirmam que o aumento chega numa altura difícil, agravando o custo de vida e os encargos com o transporte diário.
Na cidade de Xai-Xai, a situação nas bombas de combustível é crítica. Dos cerca de 13 postos existentes, apenas dois estão a funcionar, e com fortes limitações no fornecimento. O cenário tem provocado longas filas de viaturas e dificuldades no abastecimento.
Perante a escassez, muitos munícipes recorrem ao distrito de Limpopo, onde o combustível é vendido no mercado informal, com preços que variam entre 800 e 1.000 meticais por apenas cinco litros.
Nos distritos de Bilene e Chókwè, regista-se igualmente escassez e longas filas nos poucos postos em funcionamento, devido à limitação do fornecimento.
Em Chókwè, a situação agravou-se após o anúncio do aumento dos preços, com viaturas provenientes de vários pontos do norte da província a formar longas filas durante a noite, numa tentativa de garantir abastecimento num contexto em que a procura supera largamente a oferta disponível.
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