As primeiras horas desta terça-feira confirmaram a persistência do cenário crítico da falta de combustível nas cidades de Maputo e Matola. As longas filas nas paragens de transporte público tornaram-se a característica dominante da manhã, com diversos utentes a relatarem tempos de espera que oscilam entre os 30 e 40 minutos para conseguir um lugar nos “chapas”.
A situação é alimentada pela dificuldade dos operadores no reabastecimento das viaturas, o que obriga muitos veículos a permanecerem imobilizados em filas nos postos de combustível. Nestes locais, são por vezes impostas tarifas de abastecimento limitadas a um máximo de mil meticais por cliente.
Esta escassez de oferta não afecta apenas a pontualidade dos trabalhadores e estudantes, mas também o acesso a serviços essenciais, como os hospitais. A acumulação de passageiros e a reduzida frequência de viaturas em circulação reflectem o impacto directo da instabilidade no fornecimento de combustíveis, que se tornou um entrave à dinâmica económica e social nas duas principais cidades do país.
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