https://mzradar.com MzRadar — Notícias frescas, informação confiável e os principais acontecimentos de Moçambique e do mundo Fri, 02 Oct 2026 15:22:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.2 https://mzradar.com/wp-content/uploads/2026/09/cropped-Gemini_Generated_Image_2dg7sn2dg7sn2dg7-32x32.png https://mzradar.com 32 32 Parruque procura soluções para os problemas que afligem moradores do Bairro Intaka https://mzradar.com/2026/10/02/parruque-procura-solucoes-para-os-problemas-que-afligem-moradores-do-bairro-intaka/ https://mzradar.com/2026/10/02/parruque-procura-solucoes-para-os-problemas-que-afligem-moradores-do-bairro-intaka/#respond Fri, 02 Oct 2026 15:22:25 +0000 https://mzradar.com/2026/10/02/parruque-procura-solucoes-para-os-problemas-que-afligem-moradores-do-bairro-intaka/

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Os problemas de drenagem, congestionamento, insegurança, fornecimento de energia eléctrica, gestão de resíduos sólidos e poluição sonora dominaram, esta sexta-feira (02), a interacção entre os moradores do bairro de Intaka e o presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Parruque, no âmbito da iniciativa “Governação Bairro-a-Bairro”.

A deslocação de Parruque ao Posto Administrativo de Infulene teve como objectivo fiscalizar obras realizadas naquela zona e ouvir, directamente dos munícipes, os principais problemas que afectam as comunidades, tendo sido igualmente mantidos encontros com transportadores e associações do sector.

Entre as principais preocupações apresentadas esteve o congestionamento na primeira rotunda, ponto de ligação entre os bairros de Muhalaze, Intaka e Boquisso. Os transportadores defendem a construção de um terminal rodoviário organizado, com espaço para passageiros e comerciantes.

“Seria necessário um terminal para evitar tudo isso, o congestionamento. Um terminal bem organizado, com bancas e espaço para passageiros, seria ideal para o nosso bairro”, defendeu Mário Guambe, presidente da União das Cooperativas de Transporte da Matola (UNICOTRAMA), que apontou também a necessidade de construção de casas de banho na zona.

Em resposta, Júlio Parruque disse que o município deverá procurar, em conjunto com os transportadores, uma solução para o problema do congestionamento e das condições de funcionamento naquela área.

Drenagem continua a preocupar moradores

A drenagem foi outra das questões que mereceram atenção durante a visita, particularmente na estrada Intaka-Boquisso, uma das infra-estruturas recentemente construídas no bairro, com cerca de seis quilómetros, incluindo passeios, iluminação pública, sinalização e sistema de drenagem.

Parruque reconheceu que a infra-estrutura enfrentou problemas de drenagem após as chuvas registadas no início do ano e explicou que a visita serviu para avaliar as intervenções realizadas e o actual desempenho da obra.

“É uma estrada que, quando terminou, coincidiu com aquelas chuvas no princípio do ano. Verificou-se que o sistema de drenagem não funcionava plenamente. Estamos aqui de volta para verificar em que escala foram feitas as intervenções, para perceber o desempenho da obra. É uma estrada com grandes investimentos e que veio revolucionar o bairro. Agora só falta a drenagem”, afirmou.

O director da obra, Sílvio Chirindza, explicou que as chuvas permitiram identificar limitações no sistema de drenagem, tendo sido realizadas intervenções para aumentar a capacidade de escoamento das águas.

“A zona tinha acumulação de água devido às últimas chuvas, que revelaram algumas lacunas, e fomos chamados a intervir. Fez-se a melhoria e provou-se que o trabalho foi efectivo. O problema está concluído, agora só faltam as limpezas”, explicou.

Segundo Chirindza, o processo de limpeza deverá decorrer nas próximas duas a três semanas, estando neste momento em curso a mobilização para a realização dos trabalhos.

Moradores denunciam inundações e abandono de residências

Durante a interacção com o município, moradores relataram que as inundações constituem um problema recorrente em diferentes pontos do bairro.

Armindo Inguane, representante da comunidade, apontou a gestão de resíduos sólidos, as oscilações frequentes de energia eléctrica, a necessidade de melhorar as vias de acesso na zona da Acipol, os roubos e a poluição sonora como alguns dos problemas que mais afectam os residentes.

A comunidade defende igualmente o reforço do patrulhamento policial e a instalação de um posto policial, alegando que os assaltos ocorrem a qualquer hora do dia.

Outro problema levantado foi a acumulação de água no quarteirão 6, onde, segundo os moradores, a água chega a entrar nas residências. Como consequência das inundações, cerca de 50 famílias terão abandonado as suas casas.

Moradores relataram ainda problemas de saneamento, sobretudo na primeira rotunda, onde, segundo os intervenientes, a falta de casas de banho leva algumas pessoas a utilizar espaços improvisados.

Energia eléctrica e poluição sonora

As dificuldades no fornecimento de energia eléctrica também foram apresentadas ao edil da Matola.

Esperança, comerciante, relatou ter permanecido 72 horas sem energia, situação que, segundo ela, provocou a deterioração de produtos que comercializa. A munícipe criticou igualmente a demora no atendimento das chamadas dirigidas à Electricidade de Moçambique (EDM).

A poluição sonora foi igualmente apontada como um problema frequente, com moradores a queixarem-se do barulho proveniente de bares, igrejas, viaturas com escapes ruidosos e outras actividades nocturnas.

Inocência Zucula, residente nos bairros 14 e 15, associou a poluição sonora e os assaltos ao sentimento de insegurança que, segundo afirmou, leva algumas pessoas a considerar abandonar a zona.

A moradora apontou ainda a primeira rotunda como um dos pontos mais problemáticos, sobretudo a partir das 18 horas, mencionando situações relacionadas com prostituição, consumo de álcool e drogas.

Transportes agravam congestionamento

Os moradores também criticaram a forma como os transportadores utilizam a primeira rotunda, alegando que os “chapas” param directamente na via, contribuindo para o agravamento do congestionamento.

Sidónio Júnior, residente no quarteirão 14 e empreendedor, defendeu a organização do transporte e a criação de melhores condições de saneamento.

O munícipe levantou ainda questões relacionadas com a alegada desigualdade na retirada de bancas instaladas nas bermas da estrada, defendendo que a fiscalização deve ser aplicada de forma igual a todos.

Sidónio pediu também a intervenção do município nas casas que terão sofrido danos provocados pelas vibrações das máquinas durante a construção da estrada, além de melhorias no fornecimento de energia eléctrica.

“Campo de futebol transformou-se em lagoa”

No quarteirão 13, Jeremias Cuna chamou atenção para o problema da estagnação das águas, afirmando que o campo de futebol recentemente inaugurado passou a acumular água durante as chuvas.

Segundo o morador, a situação está relacionada com a construção da estrada circular, uma vez que a via ficou numa cota superior às residências, fazendo com que a água das chuvas escorra para as zonas habitacionais.

Cuna criticou ainda o facto de algumas intervenções públicas ocorrerem apenas quando as autoridades visitam os bairros.

Município anuncia reassentamento

Face aos problemas de inundação, o Município da Matola indicou que algumas famílias afectadas deverão ser reassentadas em Pessene, alegando falta de espaço disponível nas proximidades da Matola para acomodar as famílias em zonas seguras.

O município deverá, num futuro próximo, proceder à identificação das famílias abrangidas, estando actualmente em curso a mobilização de fundos para o processo.

Em relação às casas que terão sofrido danos devido às vibrações das máquinas usadas na construção da estrada, Parruque garantiu que o município irá procurar uma resposta para os afectados.

O edil reiterou ainda o compromisso de trabalhar na busca de uma solução para a bacia de drenagem do quarteirão 13: “Já existe uma luz para a bacia do quarteirão 13”, afirmou Júlio Parruque.

A iniciativa “Governação Bairro-a-Bairro” pretende aproximar a administração municipal das comunidades, permitindo que os problemas sejam apresentados directamente pelos munícipes e acompanhados pelas autoridades no terreno.

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Serviços puxam recuperação da confiança das empresas https://mzradar.com/2026/10/02/servicos-puxam-recuperacao-da-confianca-das-empresas/ https://mzradar.com/2026/10/02/servicos-puxam-recuperacao-da-confianca-das-empresas/#respond Fri, 02 Oct 2026 09:43:21 +0000 https://mzradar.com/2026/10/02/servicos-puxam-recuperacao-da-confianca-das-empresas/






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O sector dos serviços liderou a recuperação da confiança empresarial registada no terceiro trimestre deste ano, segundo os mais recentes indicadores do Instituto Nacional de Estatística (INE).

A confiança nos serviços passou de 100,6 para 101,7 pontos e manteve-se acima da média histórica do sector. Na indústria, o indicador avançou ligeiramente, de 89,8 para 90 pontos.

O comércio também melhorou, mas continua a apresentar o quadro mais frágil. O indicador subiu de 71 para 72,3 pontos, permanecendo significativamente abaixo da sua média histórica.

O comportamento dos três sectores contribuiu para que o Indicador de Clima Económico passasse de 87,4 para 87,8 pontos entre o segundo e o terceiro trimestre.

É a primeira melhoria da confiança empresarial depois de sete trimestres consecutivos de queda. O indicador global continua, contudo, abaixo da sua média histórica, situada em 98,8 pontos.

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Arrancam hoje em todo o país as matrículas para a primeira classe do ensino básico https://mzradar.com/2026/10/01/arrancam-hoje-em-todo-o-pais-as-matriculas-para-a-primeira-classe-do-ensino-basico/ https://mzradar.com/2026/10/01/arrancam-hoje-em-todo-o-pais-as-matriculas-para-a-primeira-classe-do-ensino-basico/#respond Thu, 01 Oct 2026 15:56:47 +0000 https://mzradar.com/2026/10/01/arrancam-hoje-em-todo-o-pais-as-matriculas-para-a-primeira-classe-do-ensino-basico/






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Arrancam hoje em todo o território nacional as matrículas para a primeira classe do ensino básico, marcando o início do processo de admissão de novos alunos para o próximo ano lectivo nas escolas públicas e privadas do país. A informação foi partilhada pelo Ministério da Educação e Cultura.

O arranque do processo mobiliza os encarregados de educação e as direcções escolares em todas as províncias, num momento crucial para a planificação da rede escolar e a acomodação da nova vaga de petizes que ingressam pela primeira vez no sistema de ensino formal.

As autoridades de educação têm vindo a apelar aos pais e responsáveis para que cumpram com os prazos e os procedimentos estabelecidos para o efeito, garantindo que o processo decorra com a ordenação necessária nos estabelecimentos de ensino de referência.

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Defesa de Venâncio Mondlane ao Plenário do Tribunal Supremo contra a decisão da Secção Criminal https://mzradar.com/2026/10/01/defesa-de-venancio-mondlane-ao-plenario-do-tribunal-supremo-contra-a-decisao-da-seccao-criminal/ https://mzradar.com/2026/10/01/defesa-de-venancio-mondlane-ao-plenario-do-tribunal-supremo-contra-a-decisao-da-seccao-criminal/#respond Thu, 01 Oct 2026 15:55:15 +0000 https://mzradar.com/2026/10/01/defesa-de-venancio-mondlane-ao-plenario-do-tribunal-supremo-contra-a-decisao-da-seccao-criminal/

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  • Após indeferimento do pedido de transmissão ao vivo do julgamento e proição da captação de som e imagem

Um documento que o Evidência interceptou nos corredores do judiciário revela que, afinal, a defesa de Venâncio Mondlane decidiu levar ao Plenário do Tribunal Supremo a decisão que impede a transmissão ao vivo do julgamento e proíbe a captação de som e imagem no interior da sala de audiências.

No documento a que tivemos acesso, a defesa pede a anulação do despacho de 21 de Setembro de 2026, através do qual a Secção Criminal do Tribunal Supremo recusou a transmissão em directo e determinou a proibição de captação audiovisual, mantendo a publicidade do julgamento limitada à capacidade física da sala.

A defesa considera que a decisão restringe de forma excessiva o princípio constitucional da publicidade das audiências e sustenta que o Tribunal não terá demonstrado a existência de riscos concretos que justifiquem uma proibição geral da transmissão.

O recurso, apresentado a 29 de Setembro de 2026, pede a anulação das alíneas do despacho de 21 de Setembro que impedem a transmissão e a captação audiovisual. Subsidiariamente, a defesa propõe que a transmissão seja autorizada sob condições determinadas pelo próprio Tribunal.

A Secção Criminal havia decidido manter a publicidade do julgamento limitada à capacidade física da sala, além de rejeitar a transmissão em directo e proibir a captação de som e imagem. Entre os fundamentos apresentados estavam riscos de intimidação ou contaminação de testemunhas, instrumentalização propagandística, pressão sobre o Tribunal, segurança dos intervenientes, ordem pública, perturbação do funcionamento do Tribunal e questões relacionadas com a presunção de inocência e a reserva da vida privada.

No recurso, a defesa sustenta que o próprio despacho estabelece que apenas perigos concretos podem justificar uma restrição à publicidade da audiência. Contudo, a decisão teria fundamentado a proibição sobretudo na natureza e gravidade dos crimes imputados a Mondlane, sem identificar nos autos incidentes, ameaças ou outros factos concretos que demonstrassem um risco efectivo.

Para a defesa, a classificação do processo como envolvendo crimes de elevada sensibilidade política e securitária não deveria, por si só, justificar a redução da transparência. Pelo contrário, argumenta que a natureza do processo e o seu interesse nacional reforçam a necessidade de garantir maior escrutínio público sobre o funcionamento da justiça.

Um dos argumentos centrais do recurso é que o princípio constitucional da publicidade das audiências deve ser interpretado à luz da realidade tecnológica actual.

A defesa sustenta que, quando a Constituição foi aprovada, em 2004, o acesso massificado à internet, às redes sociais e às transmissões digitais em tempo real ainda não tinha a dimensão actual. Por isso, entende que a publicidade da justiça não deve ser reduzida à presença física de algumas dezenas de pessoas numa sala.

Entende ainda que limitar o acompanhamento do julgamento à lotação da sala significa, na prática, impedir que a esmagadora maioria dos moçambicanos, sobretudo os que vivem fora da Cidade de Maputo, acompanhe directamente um processo de elevado interesse nacional.

Transmissão poderia ser controlada pelo Tribunal

A defesa invoca ainda os direitos à liberdade de expressão, liberdade de imprensa e informação, argumentando que uma restrição à transmissão deve demonstrar concretamente por que razão é necessária e proporcional.

Outro ponto atacado pela defesa é a utilização da presunção de inocência como fundamento para limitar a publicidade do julgamento.

A defesa reconhece que a Constituição estabelece que o arguido é presumido inocente até decisão judicial definitiva. Contudo, sustentam que essa garantia não pode ser usada, de forma autónoma, para impedir a publicidade contra a vontade do próprio arguido, sobretudo quando este afirma querer ser escrutinado publicamente.

A defesa também contesta o argumento de que a transmissão poderia intimidar ou contaminar testemunhas, lembrando que algumas das principais testemunhas de acusação são publicamente conhecidas, citando Albino Forquilha como exemplo. Para as testemunhas que não pretendam ter a sua imagem ou voz transmitidas, a defesa aponta para os mecanismos previstos no Código de Processo Penal, incluindo a possibilidade de limitar a captação durante o respectivo depoimento.

Em vez da proibição total, os advogados sugerem que o Tribunal Supremo adopte mecanismos técnicos para controlar a transmissão. Entre as alternativas apresentadas estão um sinal institucional produzido e controlado pelo próprio Tribunal, eventual diferimento da transmissão, suspensão do sinal em determinados momentos, restrição de imagem ou voz e proibição de captação por terceiros.

A defesa entende que estas medidas permitiriam conciliar a publicidade da audiência com a protecção de testemunhas, terceiros, ordem pública e funcionamento do Tribunal.

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Ministério das Finanças obrigado a suspender “ mimos” do CC https://mzradar.com/2026/10/01/ministerio-das-financas-obrigado-a-suspender-mimos-do-cc/ https://mzradar.com/2026/10/01/ministerio-das-financas-obrigado-a-suspender-mimos-do-cc/#respond Thu, 01 Oct 2026 15:39:37 +0000 https://mzradar.com/2026/10/01/ministerio-das-financas-obrigado-a-suspender-mimos-do-cc/






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Cedendo à forte onda de indignação e contestação pública que tomou conta do país, o Ministério das Finanças viu-se obrigado a intervir e suspendeu os polémicos procedimentos de contratação para a aquisição de viaturas de luxo pelo Conselho Constitucional, um processo sumptuoso que previa despesas globais superiores a 49 milhões de meticais em frotas institucionais.

O recuo forçado surge depois de virem a público os contornos do anúncio de adjudicação que revelavam a intenção do órgão de soberania de gastar 27.838.907,48 meticais na compra de uma viatura Mercedes-Benz à empresa Multi Franchise Comércio Automóvel, a que se somavam 18.000.000,00 meticais para a aquisição de um jipe Hyundai Palisade junto à Ronil, Lda., além de montantes avultados destinados a viaturas Toyota Hilux e Toyota Hiace adjudicadas à Brumarine Rent A Car SU, Lda.

Através da Unidade Funcional de Supervisão das Aquisições (UFSA), a tutela financeira teve de vestir o colete de forças e travar a corrida aos mimos institucionais, ordenando uma averiguação técnica para tentar salvar a face perante um processo que cheirava a privilégios injustificados. A acção do Governo incide sobre o cumprimento estrito dos normativos consagrados no Regulamento de Contratação de Empreitada de Obras Públicas, Fornecimento de Bens e Prestação de Serviços ao Estado, recentemente republicado, bem como nos diplomas ministeriais que regem a afectação de viaturas no aparelho de Estado.

“São suspensos os procedimentos de contratação para aquisição de viaturas realizados pelo Conselho Constitucional, com vista a permitir que a Unidade Funcional de Supervisão de Aquisições (UFSA), realize a supervisão para melhor orientação técnica,” le-se na nota que o Evidencias teve acesso.

A UFSA deverá agora aprofundar as averiguações técnicas para determinar a conformidade dos atos praticados pelo Conselho Constitucional e decidir sobre os passos legais subsequentes.

 

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Emprego produtivo cresce, mas desemprego também aumenta no segundo trimestre de 2026 https://mzradar.com/2026/10/01/emprego-produtivo-cresce-mas-desemprego-tambem-aumenta-no-segundo-trimestre-de-2026/ https://mzradar.com/2026/10/01/emprego-produtivo-cresce-mas-desemprego-tambem-aumenta-no-segundo-trimestre-de-2026/#respond Thu, 01 Oct 2026 12:45:09 +0000 https://mzradar.com/2026/10/01/emprego-produtivo-cresce-mas-desemprego-tambem-aumenta-no-segundo-trimestre-de-2026/

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  • Índice fixou-se em 8,43%

O Índice de Emprego Produtivo (IEP) registou uma evolução positiva no segundo trimestre de 2026, passando de 28,01 para 30,37 pontos, o que corresponde a um crescimento de 8,43%, segundo dados apresentados pela Fundação para a Competitividade Empresarial (FUNDEC).

Evidências

Os dados foram divulgados esta semana, em Maputo, durante o lançamento da segunda edição do FUNDEC Economic Outlook, publicação que apresenta uma leitura sobre a evolução de diferentes indicadores da economia e do sector empresarial moçambicano.

De acordo com Cléusio Foia, economista da FUNDEC, a evolução do indicador acompanha a recuperação da actividade económica registada no segundo trimestre, período em que a economia apresentou um crescimento homólogo de 1,74%.

“Estamos a falar de cerca de 40 mil postos de emprego gerados” entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026, afirmou Foia, salientando que a dinâmica do mercado de trabalho acompanhou a evolução da actividade económica.

Apesar do crescimento do número de postos de trabalho, a FUNDEC alerta que o mercado laboral continua a enfrentar fragilidades, sobretudo no que diz respeito à qualidade e produtividade do emprego.

Segundo a fundação, o aumento da ocupação não significa necessariamente uma expansão proporcional do emprego formal e produtivo. O mercado de trabalho continua marcado pela informalidade e por actividades sazonais, enquanto os níveis de produtividade permanecem abaixo do desejável.

A FUNDEC aponta ainda que a taxa de desemprego aumentou em 4,3%, sinalizando que a criação de novos postos de trabalho não tem acompanhado, na mesma proporção, o crescimento da população economicamente activa.

Para a fundação, emprego produtivo deve ser entendido para além da simples existência de uma ocupação, estando relacionado com a capacidade de gerar valor, elevar a produtividade das empresas, melhorar os rendimentos das famílias e fortalecer o mercado interno.

Além do IEP, a segunda edição do FUNDEC Economic Outlook apresentou o Rating Empresarial e Financeiro (REF), que passou de 38 para 42 pontos no segundo trimestre, representando uma evolução de cerca de 11%.

Divisas continuam um calcanhar de Aquiles

Foia explicou que a melhoria reflecte, entre outros factores, uma recuperação das condições de funcionamento das empresas face às dificuldades registadas no início do ano, incluindo os efeitos das enxurradas e a escassez de divisas.

Embora reconheça alguma melhoria no acesso às divisas, a FUNDEC considera que o acesso continua racionado e constitui um dos principais constrangimentos para o sector empresarial.

“É, de facto, um problema terrível, esse do acesso às divisas”, afirmou o economista, explicando que algumas empresas têm procurado renegociar condições com fornecedores estrangeiros para manter as suas operações.

Segundo Foia, a escassez de divisas já levou algumas empresas a enfrentar dificuldades severas, incluindo casos de encerramento, embora tenha havido uma melhoria da situação quando comparada com o primeiro trimestre de 2026.

No Índice de Competitividade Empresarial de Moçambique (ICEM), a FUNDEC registou igualmente uma evolução positiva. O indicador, de periodicidade semestral, passou de 26,43 pontos no segundo semestre de 2025 para 36,3 pontos no primeiro semestre de 2026, representando uma subida de 37,4%.

Apesar da melhoria global da competitividade empresarial, a indústria transformadora continua a apresentar uma trajectória de regressão, situação considerada preocupante pela FUNDEC devido ao papel da industrialização na transformação estrutural da economia.

“Se nós queremos naturalmente ter uma economia competitiva, temos de transformar a nossa economia numa economia com base de industrialização”, defendeu Foia.

A segunda edição do FUNDEC Economic Outlook inclui ainda um estudo sobre o impacto da inteligência artificial na competitividade empresarial em Moçambique. A análise procura avaliar de que forma a adopção de novas tecnologias pode contribuir para a modernização dos processos, aumento da produtividade e melhoria da capacidade das empresas moçambicanas de competir nos mercados nacional, regional e internacional.

Segundo a FUNDEC, a inteligência artificial poderá desempenhar um papel crescente na transformação dos processos empresariais, num contexto em que Moçambique procura acelerar a transformação digital e melhorar a eficiência da sua economia.

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Acções dinamizam BVM enquanto dívida pública fica sem transacções efectivas https://mzradar.com/2026/10/01/accoes-dinamizam-bvm-enquanto-divida-publica-fica-sem-transaccoes-efectivas/ https://mzradar.com/2026/10/01/accoes-dinamizam-bvm-enquanto-divida-publica-fica-sem-transaccoes-efectivas/#respond Thu, 01 Oct 2026 12:12:15 +0000 https://mzradar.com/2026/10/01/accoes-dinamizam-bvm-enquanto-divida-publica-fica-sem-transaccoes-efectivas/

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A Bolsa de Valores de Moçambique encerrou a semana de 31 de Agosto a 04 de setembro de 2026 com um desempenho misto, impulsionado por um salto de 1,90% na capitalização bolsista global, que se fixou em 241.177,60 milhões de meticais, o equivalente a cerca de 3.736,87 milhões de dolares norte-americanos. Este comportamento reflecte uma recuperação sólida na segunda metade do período em análise, recuperando do mínimo de 234.835,98 milhões de meticais registado a 2 de Saetembro.

Comparativamente ao período homólogo de 05 de Setembro de 2025, a capitalização de mercado cresceu 19,53%, impulsionada por novas emissões de dívida pública que elevaram para 86 o total de títulos cotados, com uma nova Obrigação do Tesouro admitida (série 10 de 2026) e a exclusão da série 7 de 2021.

O rácio entre a capitalização bolsista e o PIB real de 2024 avançou 0,41 pontos percentuais, situando-se em 21,86%. Contudo, esta profundidade teórica continua estruturalmente dependente do mercado obrigacionista, que absorve 90,1% da capitalização total, enquanto o segmento accionista representa apenas 9,9%.

Em termos operacionais, o volume acumulado de negócios manteve-se praticamente inalterado, com um crescimento marginal de 0,03%, passando para 5.642,77 milhões de meticais. Em contrapartida, o índice de liquidez recuou 1,83%, situando-se em 2,340%, demonstrando que o incremento do valor de mercado decorreu da valorização e expansão de títulos e não de uma aceleração proporcional na frequência das transacções.

No segmento accionista, o ambiente foi heterogéneo mas com forte dinamismo financeiro, tendo o volume negociado em acções quase duplicado face à semana anterior, totalizando cerca de 1.919,92 milhares de meticais. A EMOSE liderou as valorizações com um ganho de 23,89%, encerrando a 14,00 meticais e recuperando das perdas anteriores, seguida pela CMH, que avançou 6,25% para 4.250,00 meticais, e pela CDM, que subiu 4,99% para 83,99 meticais. Em sentido oposto, a TROP registou a maior queda da semana, recuando 20,00% para 80,00 meticais, enquanto a Hidroeléctrica de Cahora Bassa cedeu 14,29%, encerrando com 3,00 meticais e acumulando a segunda semana consecutiva de desvalorização.

O segmento obrigacionista, apesar do peso dominante na capitalização, não registou qualquer negociação efectiva ao longo das cinco sessões, evidenciando o fosso entre a dimensão da dívida cotada e a liquidez real de troca de títulos.

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Millennium bim vence prémio de melhor acção de responsabilidade social com projecto de regeneração costeira https://mzradar.com/2026/10/01/millennium-bim-vence-premio-de-melhor-accao-de-responsabilidade-social-com-projecto-de-regeneracao-costeira/ https://mzradar.com/2026/10/01/millennium-bim-vence-premio-de-melhor-accao-de-responsabilidade-social-com-projecto-de-regeneracao-costeira/#respond Thu, 01 Oct 2026 11:36:15 +0000 https://mzradar.com/2026/10/01/millennium-bim-vence-premio-de-melhor-accao-de-responsabilidade-social-com-projecto-de-regeneracao-costeira/

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O Millennium bim conquistou o prémio de Melhor Acção de Responsabilidade Social e Corporativa nos Mozambique COMARP Awards 2026, distinção atribuída no âmbito da 4.ª edição do Fórum de Comunicação, Marketing e Relações Públicas (Fórum COMARP), realizado a 17 de Setembro.

O reconhecimento distinguiu o projecto “Regeneração dos Ecossistemas Costeiros-Mais Moçambique pra Mim”, que mobilizou mais de 350 voluntários para a plantação de 3.500 mudas de mangal e 1.300 mudas de casuarina, cobrindo uma área total de quatro hectares nas províncias de Inhambane, Sofala e Nampula. A intervenção destina-se a reforçar a protecção da linha de costa contra a erosão e eventos climáticos extremos, bem como a reabastecer zonas de reprodução e abrigo de espécies marinhas com impacto directo na biodiversidade e nos recursos pesqueiros locais.

Citado em comunicado de imprensa divulgado a 20 de Setembro de 2026, o Presidente da Comissão Executiva do Millennium bim, Rui Pedro, assinalou a dimensão colectiva do galardão.

“Este reconhecimento tem um significado especial porque distingue uma iniciativa que ganhou vida através da mobilização dos nossos colegas e das comunidades. Em três províncias, juntaram-se pessoas em torno de um propósito concreto: recuperar ecossistemas que protegem a costa, sustentam a biodiversidade e apoiam os meios de vida locais. O galardão é atribuído ao Millennium bim, mas o mérito pertence a todos os que estiveram no terreno e tornaram este resultado possível,”disse.

A execução nas três províncias contou com a articulação directa das equipas do banco junto de parceiros e comunidades, permitindo adaptar os trabalhos de campo às condições locais. O prémio foi recebido, em representação da instituição, por Christine Ramela, Directora do Departamento de Comunicação Institucional e Responsabilidade Social Corporativa.

Integrado no Pilar Ambiente do programa de responsabilidade social “Mais Moçambique pra Mim”, o projecto consagra uma linha de actuação baseada no voluntariado corporativo, na educação ambiental e na co-gestão comunitária de recursos naturais.

Refira-se que o Millennium bim, no âmbito da sua responsabilidade social, associou-se às comemorações do 208.º aniversário da elevação da Ilha de Moçambique à categoria de cidade, efeméride que assinala a história e a identidade de um território de relevância cultural e patrimonial. Sob o lema “208 anos da Ilha de Moçambique: celebrando história, cultura e resiliência”, o programa comemorativo reúne a comunidade local, instituições, parceiros e visitantes em torno de iniciativas culturais, musicais, desportivas, recreativas e institucionais.

Classificada como Património Mundial pela UNESCO em 1991, a Ilha de Moçambique constitui um testemunho da diversidade de povos, culturas e influências que moldaram a sua identidade ao longo dos séculos. Citado em comunicado de imprensa divulgado a 18 de Setembro de 2026, José Mavara, Director Coordenador da Zona Norte do Millennium bim, sublinhou o significado da efeméride.

“A Ilha de Moçambique representa uma parte incontornável da nossa história e da nossa identidade. Associarmo-nos à celebração dos seus 208 anos é uma forma de estarmos próximos da comunidade e de valorizarmos um património que pertence a Moçambique e que tem reconhecimento mundial. Queremos continuar presentes nos territórios, apoiando iniciativas que preservam a nossa memória e, simultaneamente, contribuem para a sua valorização e desenvolvimento”, disse.

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ENH procura parceiros para infra-estrutura de gás de Inhambane na Gastech 2026 https://mzradar.com/2026/10/01/enh-procura-parceiros-para-infra-estrutura-de-gas-de-inhambane-na-gastech-2026/ https://mzradar.com/2026/10/01/enh-procura-parceiros-para-infra-estrutura-de-gas-de-inhambane-na-gastech-2026/#respond Thu, 01 Oct 2026 11:09:27 +0000 https://mzradar.com/2026/10/01/enh-procura-parceiros-para-infra-estrutura-de-gas-de-inhambane-na-gastech-2026/






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A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) está a procurar potenciais parceiros para o desenvolvimento do projecto de infra-estrutura de gás de Inhambane, durante a sua participação na Gastech 2026, que decorreu de 14 a 17 de Setembro, em Bangkok, na Tailândia.

Elísio Nuvunga

A Gastech é considerada uma das maiores conferências e exposições internacionais dedicadas ao gás natural, Gás Natural Liquefeito (GNL), hidrogénio e tecnologias climáticas. A presença da ENH no evento visa igualmente reforçar o posicionamento de Moçambique na cadeia de valor global do gás.

Ao longo dos quatro dias do evento, a delegação moçambicana manteve contactos com fornecedores de tecnologia, empresas de engenharia, operadores de transporte marítimo e potenciais investidores, com vista a acelerar a próxima fase de desenvolvimento do sector do gás no país.

Entre os projectos em destaque está a infra-estrutura de gás de Inhambane, ancorada numa concessão de 30 anos para uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação (FSRU), aprovada pelo Conselho de Ministros em Novembro de 2025.

“A nossa presença na Gastech reflecte o momento que Moçambique atravessa no sector do gás. Depois de 45 anos a garantir a gestão soberana dos hidrocarbonetos de Moçambique, chegamos a esta edição com projectos concretos e abertos à parceria – da rede de Inhambane ao novo Acordo de Desenvolvimento Conjunto – e com a determinação de que o crescimento do sector se traduza em benefício directo para as empresas e para o povo moçambicano”, afirmou Rudêncio Morais, presidente do Conselho de Administração da ENH.

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HCB realiza descarga controlada para assegurar caudal ecológico do Zambeze https://mzradar.com/2026/10/01/hcb-realiza-descarga-controlada-para-assegurar-caudal-ecologico-do-zambeze/ https://mzradar.com/2026/10/01/hcb-realiza-descarga-controlada-para-assegurar-caudal-ecologico-do-zambeze/#respond Thu, 01 Oct 2026 10:44:19 +0000 https://mzradar.com/2026/10/01/hcb-realiza-descarga-controlada-para-assegurar-caudal-ecologico-do-zambeze/

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A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) realizou, domingo, 20 de Setembro, uma descarga controlada de água para assegurar a manutenção do caudal ecológico do rio Zambeze, durante a paragem total da Subestação de Songo, inserida no programa anual de manutenção do parque electroprodutor.

A operação decorreu entre as 05h00 e as 18h00 e consistiu na abertura a 80%, de um descarregador de meio-fundo da barragem de Cahora Bassa. A empresa havia classificado a intervenção como uma manobra pontual, controlada e tecnicamente aprovada.

A descarga tornou-se necessária devido à paragem total da Subestação de Songo, realizada no âmbito dos trabalhos anuais de manutenção. Com a interrupção programada, a HCB precisava de garantir que o Zambeze continuasse a receber água suficiente a jusante da barragem, compensando desta forma o caudal ecológico.

Segundo a empresa, a abertura do descarregador destinava-se a assegurar a continuidade do escoamento ao longo do rio e, consequentemente, preservar as condições necessárias ao equilíbrio dos ecossistemas e às actividades desenvolvidas pelas comunidades ribeirinhas.

O caudal ecológico representa, neste contexto, o fluxo de água que deve ser mantido a jusante de uma barragem para evitar que a operação da infraestrutura comprometa significativamente o funcionamento do rio. A sua manutenção é particularmente importante para os ecossistemas e para as populações que dependem do Zambeze para diferentes actividades.

Apesar da abertura do descarregador, a HCB esclareceu que a operação não significava uma mudança na estratégia de gestão prudente da água armazenada na albufeira de Cahora Bassa.

A empresa enquadrou a intervenção nos seus procedimentos de gestão dos recursos hídricos, considerando as condições operacionais do sistema e as previsões hidrológicas e climáticas para a próxima época chuvosa. Entre os elementos considerados estão os cenários associados ao fenómeno El Niño.

A informação sobre a operação foi igualmente dirigida às comunidades ribeirinhas estabelecidas ao longo do curso do Zambeze, tendo em conta a alteração temporária provocada pela abertura do descarregador.

A HCB sustenta ainda sm comunicado enviado ak Evidêmcias que a gestão da albufeira procura conciliar as necessidades de produção hidroeléctrica com a segurança das comunidades e a preservação do equilíbrio ecológico do Zambeze. A empresa reiterou ainda o compromisso de manter as partes interessadas informadas sobre operações consideradas relevantes.

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