ECONOMIA https://mzradar.com MzRadar — Notícias frescas, informação confiável e os principais acontecimentos de Moçambique e do mundo Thu, 01 Oct 2026 12:45:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.2 https://mzradar.com/wp-content/uploads/2026/09/cropped-Gemini_Generated_Image_2dg7sn2dg7sn2dg7-32x32.png ECONOMIA https://mzradar.com 32 32 Emprego produtivo cresce, mas desemprego também aumenta no segundo trimestre de 2026 https://mzradar.com/2026/10/01/emprego-produtivo-cresce-mas-desemprego-tambem-aumenta-no-segundo-trimestre-de-2026/ https://mzradar.com/2026/10/01/emprego-produtivo-cresce-mas-desemprego-tambem-aumenta-no-segundo-trimestre-de-2026/#respond Thu, 01 Oct 2026 12:45:09 +0000 https://mzradar.com/2026/10/01/emprego-produtivo-cresce-mas-desemprego-tambem-aumenta-no-segundo-trimestre-de-2026/

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  • Índice fixou-se em 8,43%

O Índice de Emprego Produtivo (IEP) registou uma evolução positiva no segundo trimestre de 2026, passando de 28,01 para 30,37 pontos, o que corresponde a um crescimento de 8,43%, segundo dados apresentados pela Fundação para a Competitividade Empresarial (FUNDEC).

Evidências

Os dados foram divulgados esta semana, em Maputo, durante o lançamento da segunda edição do FUNDEC Economic Outlook, publicação que apresenta uma leitura sobre a evolução de diferentes indicadores da economia e do sector empresarial moçambicano.

De acordo com Cléusio Foia, economista da FUNDEC, a evolução do indicador acompanha a recuperação da actividade económica registada no segundo trimestre, período em que a economia apresentou um crescimento homólogo de 1,74%.

“Estamos a falar de cerca de 40 mil postos de emprego gerados” entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026, afirmou Foia, salientando que a dinâmica do mercado de trabalho acompanhou a evolução da actividade económica.

Apesar do crescimento do número de postos de trabalho, a FUNDEC alerta que o mercado laboral continua a enfrentar fragilidades, sobretudo no que diz respeito à qualidade e produtividade do emprego.

Segundo a fundação, o aumento da ocupação não significa necessariamente uma expansão proporcional do emprego formal e produtivo. O mercado de trabalho continua marcado pela informalidade e por actividades sazonais, enquanto os níveis de produtividade permanecem abaixo do desejável.

A FUNDEC aponta ainda que a taxa de desemprego aumentou em 4,3%, sinalizando que a criação de novos postos de trabalho não tem acompanhado, na mesma proporção, o crescimento da população economicamente activa.

Para a fundação, emprego produtivo deve ser entendido para além da simples existência de uma ocupação, estando relacionado com a capacidade de gerar valor, elevar a produtividade das empresas, melhorar os rendimentos das famílias e fortalecer o mercado interno.

Além do IEP, a segunda edição do FUNDEC Economic Outlook apresentou o Rating Empresarial e Financeiro (REF), que passou de 38 para 42 pontos no segundo trimestre, representando uma evolução de cerca de 11%.

Divisas continuam um calcanhar de Aquiles

Foia explicou que a melhoria reflecte, entre outros factores, uma recuperação das condições de funcionamento das empresas face às dificuldades registadas no início do ano, incluindo os efeitos das enxurradas e a escassez de divisas.

Embora reconheça alguma melhoria no acesso às divisas, a FUNDEC considera que o acesso continua racionado e constitui um dos principais constrangimentos para o sector empresarial.

“É, de facto, um problema terrível, esse do acesso às divisas”, afirmou o economista, explicando que algumas empresas têm procurado renegociar condições com fornecedores estrangeiros para manter as suas operações.

Segundo Foia, a escassez de divisas já levou algumas empresas a enfrentar dificuldades severas, incluindo casos de encerramento, embora tenha havido uma melhoria da situação quando comparada com o primeiro trimestre de 2026.

No Índice de Competitividade Empresarial de Moçambique (ICEM), a FUNDEC registou igualmente uma evolução positiva. O indicador, de periodicidade semestral, passou de 26,43 pontos no segundo semestre de 2025 para 36,3 pontos no primeiro semestre de 2026, representando uma subida de 37,4%.

Apesar da melhoria global da competitividade empresarial, a indústria transformadora continua a apresentar uma trajectória de regressão, situação considerada preocupante pela FUNDEC devido ao papel da industrialização na transformação estrutural da economia.

“Se nós queremos naturalmente ter uma economia competitiva, temos de transformar a nossa economia numa economia com base de industrialização”, defendeu Foia.

A segunda edição do FUNDEC Economic Outlook inclui ainda um estudo sobre o impacto da inteligência artificial na competitividade empresarial em Moçambique. A análise procura avaliar de que forma a adopção de novas tecnologias pode contribuir para a modernização dos processos, aumento da produtividade e melhoria da capacidade das empresas moçambicanas de competir nos mercados nacional, regional e internacional.

Segundo a FUNDEC, a inteligência artificial poderá desempenhar um papel crescente na transformação dos processos empresariais, num contexto em que Moçambique procura acelerar a transformação digital e melhorar a eficiência da sua economia.

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Acções dinamizam BVM enquanto dívida pública fica sem transacções efectivas https://mzradar.com/2026/10/01/accoes-dinamizam-bvm-enquanto-divida-publica-fica-sem-transaccoes-efectivas/ https://mzradar.com/2026/10/01/accoes-dinamizam-bvm-enquanto-divida-publica-fica-sem-transaccoes-efectivas/#respond Thu, 01 Oct 2026 12:12:15 +0000 https://mzradar.com/2026/10/01/accoes-dinamizam-bvm-enquanto-divida-publica-fica-sem-transaccoes-efectivas/

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A Bolsa de Valores de Moçambique encerrou a semana de 31 de Agosto a 04 de setembro de 2026 com um desempenho misto, impulsionado por um salto de 1,90% na capitalização bolsista global, que se fixou em 241.177,60 milhões de meticais, o equivalente a cerca de 3.736,87 milhões de dolares norte-americanos. Este comportamento reflecte uma recuperação sólida na segunda metade do período em análise, recuperando do mínimo de 234.835,98 milhões de meticais registado a 2 de Saetembro.

Comparativamente ao período homólogo de 05 de Setembro de 2025, a capitalização de mercado cresceu 19,53%, impulsionada por novas emissões de dívida pública que elevaram para 86 o total de títulos cotados, com uma nova Obrigação do Tesouro admitida (série 10 de 2026) e a exclusão da série 7 de 2021.

O rácio entre a capitalização bolsista e o PIB real de 2024 avançou 0,41 pontos percentuais, situando-se em 21,86%. Contudo, esta profundidade teórica continua estruturalmente dependente do mercado obrigacionista, que absorve 90,1% da capitalização total, enquanto o segmento accionista representa apenas 9,9%.

Em termos operacionais, o volume acumulado de negócios manteve-se praticamente inalterado, com um crescimento marginal de 0,03%, passando para 5.642,77 milhões de meticais. Em contrapartida, o índice de liquidez recuou 1,83%, situando-se em 2,340%, demonstrando que o incremento do valor de mercado decorreu da valorização e expansão de títulos e não de uma aceleração proporcional na frequência das transacções.

No segmento accionista, o ambiente foi heterogéneo mas com forte dinamismo financeiro, tendo o volume negociado em acções quase duplicado face à semana anterior, totalizando cerca de 1.919,92 milhares de meticais. A EMOSE liderou as valorizações com um ganho de 23,89%, encerrando a 14,00 meticais e recuperando das perdas anteriores, seguida pela CMH, que avançou 6,25% para 4.250,00 meticais, e pela CDM, que subiu 4,99% para 83,99 meticais. Em sentido oposto, a TROP registou a maior queda da semana, recuando 20,00% para 80,00 meticais, enquanto a Hidroeléctrica de Cahora Bassa cedeu 14,29%, encerrando com 3,00 meticais e acumulando a segunda semana consecutiva de desvalorização.

O segmento obrigacionista, apesar do peso dominante na capitalização, não registou qualquer negociação efectiva ao longo das cinco sessões, evidenciando o fosso entre a dimensão da dívida cotada e a liquidez real de troca de títulos.

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Millennium bim vence prémio de melhor acção de responsabilidade social com projecto de regeneração costeira https://mzradar.com/2026/10/01/millennium-bim-vence-premio-de-melhor-accao-de-responsabilidade-social-com-projecto-de-regeneracao-costeira/ https://mzradar.com/2026/10/01/millennium-bim-vence-premio-de-melhor-accao-de-responsabilidade-social-com-projecto-de-regeneracao-costeira/#respond Thu, 01 Oct 2026 11:36:15 +0000 https://mzradar.com/2026/10/01/millennium-bim-vence-premio-de-melhor-accao-de-responsabilidade-social-com-projecto-de-regeneracao-costeira/

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O Millennium bim conquistou o prémio de Melhor Acção de Responsabilidade Social e Corporativa nos Mozambique COMARP Awards 2026, distinção atribuída no âmbito da 4.ª edição do Fórum de Comunicação, Marketing e Relações Públicas (Fórum COMARP), realizado a 17 de Setembro.

O reconhecimento distinguiu o projecto “Regeneração dos Ecossistemas Costeiros-Mais Moçambique pra Mim”, que mobilizou mais de 350 voluntários para a plantação de 3.500 mudas de mangal e 1.300 mudas de casuarina, cobrindo uma área total de quatro hectares nas províncias de Inhambane, Sofala e Nampula. A intervenção destina-se a reforçar a protecção da linha de costa contra a erosão e eventos climáticos extremos, bem como a reabastecer zonas de reprodução e abrigo de espécies marinhas com impacto directo na biodiversidade e nos recursos pesqueiros locais.

Citado em comunicado de imprensa divulgado a 20 de Setembro de 2026, o Presidente da Comissão Executiva do Millennium bim, Rui Pedro, assinalou a dimensão colectiva do galardão.

“Este reconhecimento tem um significado especial porque distingue uma iniciativa que ganhou vida através da mobilização dos nossos colegas e das comunidades. Em três províncias, juntaram-se pessoas em torno de um propósito concreto: recuperar ecossistemas que protegem a costa, sustentam a biodiversidade e apoiam os meios de vida locais. O galardão é atribuído ao Millennium bim, mas o mérito pertence a todos os que estiveram no terreno e tornaram este resultado possível,”disse.

A execução nas três províncias contou com a articulação directa das equipas do banco junto de parceiros e comunidades, permitindo adaptar os trabalhos de campo às condições locais. O prémio foi recebido, em representação da instituição, por Christine Ramela, Directora do Departamento de Comunicação Institucional e Responsabilidade Social Corporativa.

Integrado no Pilar Ambiente do programa de responsabilidade social “Mais Moçambique pra Mim”, o projecto consagra uma linha de actuação baseada no voluntariado corporativo, na educação ambiental e na co-gestão comunitária de recursos naturais.

Refira-se que o Millennium bim, no âmbito da sua responsabilidade social, associou-se às comemorações do 208.º aniversário da elevação da Ilha de Moçambique à categoria de cidade, efeméride que assinala a história e a identidade de um território de relevância cultural e patrimonial. Sob o lema “208 anos da Ilha de Moçambique: celebrando história, cultura e resiliência”, o programa comemorativo reúne a comunidade local, instituições, parceiros e visitantes em torno de iniciativas culturais, musicais, desportivas, recreativas e institucionais.

Classificada como Património Mundial pela UNESCO em 1991, a Ilha de Moçambique constitui um testemunho da diversidade de povos, culturas e influências que moldaram a sua identidade ao longo dos séculos. Citado em comunicado de imprensa divulgado a 18 de Setembro de 2026, José Mavara, Director Coordenador da Zona Norte do Millennium bim, sublinhou o significado da efeméride.

“A Ilha de Moçambique representa uma parte incontornável da nossa história e da nossa identidade. Associarmo-nos à celebração dos seus 208 anos é uma forma de estarmos próximos da comunidade e de valorizarmos um património que pertence a Moçambique e que tem reconhecimento mundial. Queremos continuar presentes nos territórios, apoiando iniciativas que preservam a nossa memória e, simultaneamente, contribuem para a sua valorização e desenvolvimento”, disse.

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ENH procura parceiros para infra-estrutura de gás de Inhambane na Gastech 2026 https://mzradar.com/2026/10/01/enh-procura-parceiros-para-infra-estrutura-de-gas-de-inhambane-na-gastech-2026/ https://mzradar.com/2026/10/01/enh-procura-parceiros-para-infra-estrutura-de-gas-de-inhambane-na-gastech-2026/#respond Thu, 01 Oct 2026 11:09:27 +0000 https://mzradar.com/2026/10/01/enh-procura-parceiros-para-infra-estrutura-de-gas-de-inhambane-na-gastech-2026/






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A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) está a procurar potenciais parceiros para o desenvolvimento do projecto de infra-estrutura de gás de Inhambane, durante a sua participação na Gastech 2026, que decorreu de 14 a 17 de Setembro, em Bangkok, na Tailândia.

Elísio Nuvunga

A Gastech é considerada uma das maiores conferências e exposições internacionais dedicadas ao gás natural, Gás Natural Liquefeito (GNL), hidrogénio e tecnologias climáticas. A presença da ENH no evento visa igualmente reforçar o posicionamento de Moçambique na cadeia de valor global do gás.

Ao longo dos quatro dias do evento, a delegação moçambicana manteve contactos com fornecedores de tecnologia, empresas de engenharia, operadores de transporte marítimo e potenciais investidores, com vista a acelerar a próxima fase de desenvolvimento do sector do gás no país.

Entre os projectos em destaque está a infra-estrutura de gás de Inhambane, ancorada numa concessão de 30 anos para uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação (FSRU), aprovada pelo Conselho de Ministros em Novembro de 2025.

“A nossa presença na Gastech reflecte o momento que Moçambique atravessa no sector do gás. Depois de 45 anos a garantir a gestão soberana dos hidrocarbonetos de Moçambique, chegamos a esta edição com projectos concretos e abertos à parceria – da rede de Inhambane ao novo Acordo de Desenvolvimento Conjunto – e com a determinação de que o crescimento do sector se traduza em benefício directo para as empresas e para o povo moçambicano”, afirmou Rudêncio Morais, presidente do Conselho de Administração da ENH.

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HCB realiza descarga controlada para assegurar caudal ecológico do Zambeze https://mzradar.com/2026/10/01/hcb-realiza-descarga-controlada-para-assegurar-caudal-ecologico-do-zambeze/ https://mzradar.com/2026/10/01/hcb-realiza-descarga-controlada-para-assegurar-caudal-ecologico-do-zambeze/#respond Thu, 01 Oct 2026 10:44:19 +0000 https://mzradar.com/2026/10/01/hcb-realiza-descarga-controlada-para-assegurar-caudal-ecologico-do-zambeze/

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A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) realizou, domingo, 20 de Setembro, uma descarga controlada de água para assegurar a manutenção do caudal ecológico do rio Zambeze, durante a paragem total da Subestação de Songo, inserida no programa anual de manutenção do parque electroprodutor.

A operação decorreu entre as 05h00 e as 18h00 e consistiu na abertura a 80%, de um descarregador de meio-fundo da barragem de Cahora Bassa. A empresa havia classificado a intervenção como uma manobra pontual, controlada e tecnicamente aprovada.

A descarga tornou-se necessária devido à paragem total da Subestação de Songo, realizada no âmbito dos trabalhos anuais de manutenção. Com a interrupção programada, a HCB precisava de garantir que o Zambeze continuasse a receber água suficiente a jusante da barragem, compensando desta forma o caudal ecológico.

Segundo a empresa, a abertura do descarregador destinava-se a assegurar a continuidade do escoamento ao longo do rio e, consequentemente, preservar as condições necessárias ao equilíbrio dos ecossistemas e às actividades desenvolvidas pelas comunidades ribeirinhas.

O caudal ecológico representa, neste contexto, o fluxo de água que deve ser mantido a jusante de uma barragem para evitar que a operação da infraestrutura comprometa significativamente o funcionamento do rio. A sua manutenção é particularmente importante para os ecossistemas e para as populações que dependem do Zambeze para diferentes actividades.

Apesar da abertura do descarregador, a HCB esclareceu que a operação não significava uma mudança na estratégia de gestão prudente da água armazenada na albufeira de Cahora Bassa.

A empresa enquadrou a intervenção nos seus procedimentos de gestão dos recursos hídricos, considerando as condições operacionais do sistema e as previsões hidrológicas e climáticas para a próxima época chuvosa. Entre os elementos considerados estão os cenários associados ao fenómeno El Niño.

A informação sobre a operação foi igualmente dirigida às comunidades ribeirinhas estabelecidas ao longo do curso do Zambeze, tendo em conta a alteração temporária provocada pela abertura do descarregador.

A HCB sustenta ainda sm comunicado enviado ak Evidêmcias que a gestão da albufeira procura conciliar as necessidades de produção hidroeléctrica com a segurança das comunidades e a preservação do equilíbrio ecológico do Zambeze. A empresa reiterou ainda o compromisso de manter as partes interessadas informadas sobre operações consideradas relevantes.

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Banco de Moçambique segura taxa MIMO em 9,25% pela quarta vez consecutiva https://mzradar.com/2026/10/01/banco-de-mocambique-segura-taxa-mimo-em-925-pela-quarta-vez-consecutiva/ https://mzradar.com/2026/10/01/banco-de-mocambique-segura-taxa-mimo-em-925-pela-quarta-vez-consecutiva/#respond Thu, 01 Oct 2026 10:20:58 +0000 https://mzradar.com/2026/10/01/banco-de-mocambique-segura-taxa-mimo-em-925-pela-quarta-vez-consecutiva/

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O Banco de Moçambique optou por congelar a taxa de juro de política monetária, fixando a taxa MIMO em 9,25% pelo quarto encontro consecutivo, numa deliberação anunciada  pelo governador da instituição, Felisberto Navalha. A decisão, emanada do Comité de Política Monetária (CPMO), surge num cenário marcado pela vigilância apertada sobre o comportamento dos preços e a volatilidade dos mercados externos.

Inalterada desde o início do ano, após o término do ciclo de abrandamento verificado nos meses anteriores, a taxa reflecte a cautela da autoridade monetária perante os factores de instabilidade macroeconómica global.

Justificando a estagnação do indicador, Felisberto Navalha apontou para a prevalência de vários riscos e incertezas quanto ao impacto dos choques climáticos e do prolongamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente e na Europa, factores que continuam a ameaçar o custo dos combustíveis e das matérias-primas alimentares nos mercados internacionais.

Paralelamente à manutenção da taxa directora, o banco central introduziu uma mexida estrutural no regime das reservas obrigatórias com vigência calendarizada de 18 meses. Através desta alteração, as instituições de crédito ficam autorizadas a abater, na parcela em moeda nacional das reservas, os valores afectos a novas linhas de crédito destinadas a empresas focadas na substituição de importações ou no incremento das exportações nacionais. Estes empréstimos beneficiarão de uma taxa atrelada ao indexante MIMO, acrescida de um spread máximo de 150 pontos base, com o intuito de estimular o tecido produtivo interno.

A trajectória da inflação a curto prazo continuará condicionada pela sazonalidade dos produtos hortícolas e hortofrutícolas com o encerramento do período fresco, a somar à inflação importada, embora as projecções institucionais mantenham o optimismo.

“No médio prazo, prevê-se uma desaceleração da inflação para um dígito”, afiançou o governador.

Do lado da economia real, o Produto Interno Bruto (PIB) registou um crescimento homólogo de 1,7% no segundo trimestre de 2026, recuperando face aos 0,1% apurados nos primeiros três meses do ano, com contributos preponderantes da agricultura, dos serviços e da indústria extractiva. No segmento cambial, o fluxo de divisas manteve-se dinâmico entre Janeiro e Agosto, reflectindo o impacto operacional dos projectos ligados ao gás natural.

Apesar da estabilidade operacional assinalada, a instituição emissora deixou alertas severos quanto à incidência dos atrasos na regularização da dívida pública sobre a liquidez do sistema financeiro. Na nota final de compromisso com a estabilidade macroeconómica, Felisberto Navalha frisou que “o CPMO reafirma o seu compromisso de assegurar a estabilidade de preços”, ficando agendada para o próximo dia 25 de Novembro a derradeira reunião ordinária do órgão no corrente ano.

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Moçambique prepara entrada no sistema regional de pagamentos para reduzir custos comerciais https://mzradar.com/2026/10/01/mocambique-prepara-entrada-no-sistema-regional-de-pagamentos-para-reduzir-custos-comerciais/ https://mzradar.com/2026/10/01/mocambique-prepara-entrada-no-sistema-regional-de-pagamentos-para-reduzir-custos-comerciais/#respond Thu, 01 Oct 2026 10:00:47 +0000 https://mzradar.com/2026/10/01/mocambique-prepara-entrada-no-sistema-regional-de-pagamentos-para-reduzir-custos-comerciais/

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O sistema de pagamentos da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) deverá contar com o metical moçambicano a partir do início do próximo ano. A revelação foi avançada pelo governador do Banco de Moçambique, Felisberto Navalha, no termino da reunião do Comité de Política Monetária (CPMO) realizada na capital do país.

Segundo o responsável máximo da instituição emissora, o país está na recta final dos preparativos técnicos e financeiros para aderir ao Sistema de Liquidação Bruta em Tempo Real (RTGS) da SADC, uma infraestrutura centralizada no Reserve Bank da África do Sul. A medida visa dar resposta a um dos maiores gargalos do comércio regional: a dependência de divisas físicas e de correspondentes bancários intermediários.

Na prática actual, a liquidação de faturas comerciais com o principal parceiro económico do país esbarra frequentemente em restrições de liquidez interna.

“Hoje em dia, quando vai ao seu balcão para pagar uma factura de uma importação na África do Sul, primeiro o banco tem que confirmar se ele, o próprio banco, aqui internamente, tem rands. Até às vezes, depois voltamos à questão de não haver divisas”, ilustrou  Navalha.

Com a plena operacionalização da plataforma no primeiro trimestre de 2027, o processo ganha uma via directa e automatizada. O cliente corporativo ou particular poderá solicitar a transação directamente no balcão da sua instituição financeira nacional, sendo o montante abatido automaticamente em meticais e liquidado em tempo real na praça de Joanesburgo.

Para a autoridade monetária, as vantagens competitivas traduzem-se de forma directa na redução de encargos e na celeridade operacional, permitindo que o ecossistema comercial ganhe maior dinamismo e previsibilidade. Descrevendo o impacto prático da mudança, o governador sintetizou que o mecanismo “diminui bastante o tempo da transacção. Reduz o custo da transacção e praticamente torna o comércio regional cada vez mais fluido”.

A plataforma regional já integra o rand e acolheu recentemente o kwanza angolano, consolidando uma tendência gradual de alargamento geográfico que procura mitigar os custos associados às trocas transfronteiriças na África Austral. Moçambique e o Botsuana figuram no grupo de economias cujas moedas se preparam para adoptar o sistema nos próximos meses.

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Mozambique Tourism Summit: Inhambane espera mobilizar até 500 milhões de dólares de investimentos turísticos https://mzradar.com/2026/10/01/mozambique-tourism-summit-inhambane-espera-mobilizar-ate-500-milhoes-de-dolares-de-investimentos-turisticos/ https://mzradar.com/2026/10/01/mozambique-tourism-summit-inhambane-espera-mobilizar-ate-500-milhoes-de-dolares-de-investimentos-turisticos/#respond Thu, 01 Oct 2026 09:41:52 +0000 https://mzradar.com/2026/10/01/mozambique-tourism-summit-inhambane-espera-mobilizar-ate-500-milhoes-de-dolares-de-investimentos-turisticos/

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Moçambique espera mobilizar entre 350 e 500 milhões de dólares em investimentos durante a segunda edição do Mozambique Tourism Summit, que terá lugar nos dias 5 e 6 de Novembro, em Vilanculos, província de Inhambane. O evento deverá reunir entre 800 e 1.000 participantes, incluindo investidores e representantes de cerca de 30 países.

A informação foi avançada esta quarta-feira, em Maputo, pelo curador do Summit, Paulo Dimande, durante a apresentação da segunda edição do evento, que decorrerá sob o lema “Moçambique, onde a África se reinventa”.

Segundo Dimande, cerca de 40 a 50 projectos moçambicanos serão apresentados aos potenciais investidores, dos quais 25 procuram actualmente parceiros estratégicos. A organização pretende ainda colocar em exposição oportunidades ligadas ao desenvolvimento turístico, incluindo concessões de áreas com potencial para investimentos.

“Uma das metas que queremos mobilizar é um investimento entre 350 a 500 milhões de dólares americanos”, disse Dimande, acrescentando que a iniciativa pretende transformar o Summit numa plataforma de negócios, diplomacia económica e concretização de investimentos.

Entre as oportunidades apresentadas está o projecto da Marginal de Vilanculos, que prevê o aproveitamento de cerca de 35 quilómetros de costa, com aposta na instalação de unidades de hotelaria de padrão elevado.

Outra frente está relacionada com concessões e leilões de áreas destinadas ao turismo. De acordo com o curador, estão previstas oportunidades envolvendo cerca de 2.500 hectares de terras com potencial turístico.

O evento deverá igualmente promover encontros entre empresas e instituições públicas, através de sessões B2B e B2G, com o objectivo de aproximar investidores, operadores turísticos e entidades governamentais.

Dimande defende que o Summit deve servir para apresentar ao mercado internacional as oportunidades existentes no país e atrair parceiros para projectos considerados estratégicos para o desenvolvimento do sector.

“Os projectos que estarão em Vilanculos não são apenas oportunidades de negócio, fazem parte de um legado”, afirmou.

Governo quer transformar potencial turístico em negócios

O ministro da Economia, Basílio Muhate, considera que o Mozambique Tourism Summit representa uma oportunidade para reforçar a participação do sector privado e dos parceiros de cooperação no desenvolvimento do turismo.

Muhate afirmou qu e a primeira edição do evento esteve associada a decisões e reformas no sector, algumas das quais continuam em implementação, com o objectivo de aumentar a participação privada e transformar o turismo num dos motores do crescimento económico.

“O nosso propósito é fazer com que o sector privado e os nossos parceiros de cooperação participem activamente neste grande evento, que marca a sua segunda edição como um grande sinal do Governo na promoção do turismo como um dos sectores estratégicos do nosso país”, afirmou.

Segundo o governante, as estatísticas disponíveis indicam sinais de crescimento da actividade turística em Moçambique. Em 2025, o país registou pouco mais de 1,5 milhão de visitantes, de acordo com os dados apresentados pelo ministro.

Muhate destacou ainda o potencial natural do país, que conta com cerca de 2.700 quilómetros de costa e áreas de conservação que ocupam mais de um terço do território nacional.

Para o ministro, o desafio passa agora por transformar esse potencial em negócios concretos, através da construção de mais unidades hoteleiras, melhoria da conectividade e expansão dos serviços associados ao turismo.

“Não temos dúvidas de que precisamos transformar a nossa riqueza do sector do turismo em oportunidades concretas para o nosso país”, afirmou.

O governante defendeu que o crescimento do turismo poderá contribuir para a criação de empregos, expansão das pequenas e médias empresas e aumento da actividade económica, sobretudo através de uma maior ligação entre investidores, operadores turísticos e comunidades locais.

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Absa Bank estreia tecnologia Contactless em Moçambique https://mzradar.com/2026/09/24/absa-bank-estreia-tecnologia-contactless-em-mocambique/ https://mzradar.com/2026/09/24/absa-bank-estreia-tecnologia-contactless-em-mocambique/#respond Thu, 24 Sep 2026 14:56:27 +0000 https://mzradar.com/2026/09/24/absa-bank-estreia-tecnologia-contactless-em-mocambique/

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A partir de agora, utilizar uma ATM em Moçambique passa a começar com um simples gesto: aproximar o cartão. O Absa Bank Moçambique introduziu no mercado nacional a tecnologia Contactless nas ATM, tornando as operações bancárias mais rápidas, cómodas, simples e seguras, sem a necessidade de inserir o cartão na máquina.

Pela primeira vez no País, uma tecnologia já conhecida dos pagamentos do dia-a-dia chega às ATM. A novidade proporciona aos Clientes uma experiência mais intuitiva e alinhada com a evolução dos serviços bancários em Moçambique.

O processo é simples: o Cliente aproxima o seu Cartão Contactless ao leitor da ATM, introduz o PIN para realizar a transacção com a segurança habitual. Durante a operação, o cartão permanece sempre na posse do Cliente.

Ao eliminar a necessidade de introduzir fisicamente o cartão, esta solução torna a utilização da ATM mais fluida, reduz o risco de fraude e de retenção do cartão na máquina, uma vez que este deixa de ser fisicamente inserido para iniciar a transacção.

Esta tecnologia está disponível em todas as ATM do Absa, de forma a permitir uma experiência única, diferenciada e mais segura, a qualquer hora e onde quer que o Cliente esteja. Para Denise Cruz, Directora da Banca Pessoal e Privada do Absa Bank Moçambique, esta

inovação traduz-se numa melhoria concreta da experiência do Cliente: “A tecnologia deve tornar mais simples e seguro aquilo que faz parte do nosso dia-a-dia. Com o Contactless nas ATM, os nossos Clientes podem iniciar as suas transacções com um simples toque, com mais rapidez, comodidade e controlo.  O cartão permanece sempre nas suas mãos, reduzindo o risco de fraude e de retenção nas máquinas. E esta funcionalidade está disponível sem qualquer custo adicional.”

A chegada da tecnologia Contactless às ATM acompanha a evolução dos meios de pagamento e a crescente familiaridade dos consumidores com formas mais simples de realizar as suas operações bancárias.

Ao disponibilizar esta experiência pela primeira vez em Moçambique, o Absa alarga as possibilidades de utilização da tecnologia Contactless no mercado nacional e introduz uma nova forma de interagir com um dos canais bancários mais presentes no quotidiano das pessoas.

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Petrobras abre caminho para estudar investimentos em Moçambique https://mzradar.com/2026/09/24/petrobras-abre-caminho-para-estudar-investimentos-em-mocambique/ https://mzradar.com/2026/09/24/petrobras-abre-caminho-para-estudar-investimentos-em-mocambique/#respond Thu, 24 Sep 2026 13:16:47 +0000 https://mzradar.com/2026/09/24/petrobras-abre-caminho-para-estudar-investimentos-em-mocambique/

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A Petrobras abriu caminho para estudar oportunidades de investimento no sector moçambicano de petróleo e gás, depois de assinar com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) um memorando de entendimento válido por dois anos. A companhia brasileira, que está a aumentar a presença em África, ainda não identificou blocos, projectos ou valores para uma eventual entrada em Moçambique.

O acordo foi assinado na terça-feira, 22 de Setembro, pela directora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, e pelo gerente executivo de Exploração, Jonilton Pessoa. Pela ENH assinaram o presidente do Conselho de Administração, Rudêncio Morais, e a administradora Alegria Cossa.

O documento prevê cooperação em “estudos, avaliação, desenvolvimento e comercialização”, além da partilha de conhecimentos e experiências. A formulação permite às duas empresas analisar diferentes segmentos da indústria, sem limitar a cooperação à pesquisa e produção de hidrocarbonetos.

Não há no memorando qualquer referência à Bacia do Rovuma ou a outra área de exploração. Também não foram anunciados programas de perfuração, aquisição de participações ou prazos para uma decisão de investimento.

A assinatura aconteceu durante a visita do Presidente Daniel Chapo ao Brasil, onde Moçambique apresentou uma carteira de projectos energéticos avaliada pelo Governo em cerca de 50 mil milhões de dólares. No Rio de Janeiro, Chapo procurou atrair empresas brasileiras para exploração em águas profundas, sistemas submarinos, engenharia de grandes projectos, fabricação, logística offshore e manutenção.

Daniel Chapo defendeu também a constituição de joint ventures e consórcios entre empresas dos dois países. A Petrobras acumulou experiência em várias dessas actividades ao longo de décadas de exploração offshore no Brasil.

A companhia brasileira retomou nos últimos anos a procura de activos fora do país e tem concentrado parte desse movimento em África. Em Fevereiro, adquiriu 42,5% do Bloco 2613, ao largo da Namíbia, numa parceria com a TotalEnergies. Em Julho, concluiu a aquisição de 75% do Bloco 3 de São Tomé e Príncipe e assumiu a operação.

Em Agosto, a Petrobras iniciou negociações para quatro blocos offshore da Bacia de Keta, no Gana. A 17 de Setembro, cinco dias antes da assinatura do memorando com a ENH, celebrou contratos de partilha de produção para oito blocos exploratórios offshore na Costa do Marfim.

Em Moçambique, a companhia ainda não adquiriu participações em concessões. O memorando com a ENH antecede qualquer eventual negociação de um activo e estabelece o quadro para a identificação de oportunidades.

O sector moçambicano atravessa uma nova fase de pesquisa fora das grandes descobertas da Bacia do Rovuma. Ao largo de Inhambane, a Área S6-A tornou-se efectiva em Fevereiro deste ano, com 70% para a CNOOC, que assume a operação, e 30% para a ENH. A concessão tem cerca de 5600 quilómetros quadrados e o primeiro período, de quatro anos, prevê aquisição de sísmica 3D e a perfuração de pelo menos um poço de pesquisa.

Na S6-B, também ao largo de Inhambane, a CNOOC detém 77,5% e a ENH 22,5%. Em Angoche, a A6-D apresenta a mesma distribuição. Na A6-E, em águas profundas ao largo de Nampula, a companhia chinesa possui 80% e a estatal moçambicana 20%.

Não existe informação pública que associe qualquer destas áreas à Petrobras. Na Bacia do Rovuma avançam, entretanto, investimentos de maior dimensão. O Conselho de Ministros aprovou, a 15 de Setembro, a estrutura de financiamento do Coral Norte FLNG, na Área 4, permitindo mobilizar até 7,2 mil milhões de dólares. A unidade terá capacidade para produzir 3,55 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano durante 30 anos. Também não foi anunciada qualquer participação da Petrobras no Coral Norte.

O memorando assinado no Brasil coloca a companhia brasileira numa fase diferente daquela em que já se encontra noutros mercados africanos. Na Namíbia e em São Tomé e Príncipe, a Petrobras adquiriu participações em blocos; no Gana iniciou negociações sobre áreas específicas; e na Costa do Marfim assinou contratos de partilha de produção.

Em Moçambique, Petrobras e ENH têm agora dois anos para identificar oportunidades e avaliar a sua viabilidade. Qualquer entrada efectiva da companhia brasileira dependerá de decisões posteriores sobre projectos, participações e investimento.

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