A escassez de combustível na província do Niassa arrasta-se há mais de três meses, afectando gravemente a capital, Lichinga, onde motoristas e mototaxistas enfrentam longas filas e dias de espera para conseguir abastecer. O cenário nos escassos postos de abastaecimento com disponibilidade do produto é marcado por enchentes, desorganização e impaciência, sendo frequente o combustível esgotar poucas horas após a sua chegada às bombas.
A crise condiciona severamente o transporte local e a actividade dos mototaxistas, que constituem um dos sectores mais prejudicados. Diante da paralisação e da incapacidade dos postos em dar resposta à procura, começam a surgir sinais evidentes de venda clandestina de combustível.
Até ao momento, as autoridades governamentais ainda não apresentaram medidas ou prazos concretos para a resolução do problema de desabastecimento que paralisa a cidade.
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