O presidente da FIFA, Gianni Infantino, vai candidatar-se à reeleição para um último mandato no comando do futebol mundial, que se estenderá até 2031. A confirmação foi prestada este domingo pela entidade reguladora do futebol internacional, apesar da crescente pressão para a resignação do dirigente na sequência da contestada e falhada proposta de alienação de direitos e lucros do Campeonato do Mundo a investidores privados.
A contestação a Infantino é liderada pela UEFA, que declarou ter perdido a confiança no líder da FIFA e ameaçou no passado boicotar competições organizadas pelo organismo máximo do futebol mundial. Diversas federações nacionais, incluindo a Federação Inglesa de Futebol, retiraram formalmente o seu apoio à recandidatura do dirigente de 56 anos, numa contestação reforçada também por figuras políticas no Reino Unido.
Para além da oposição desportiva e política, a UEFA prepara a apresentação de uma queixa-crime nos tribunais suíços contra Infantino por alegada má gestão financeira associada ao plano comercial entretanto abandonado. A FIFA pediu desculpa pelos erros cometidos no processo, mas recusa recuar no calendário eleitoral, cuja data limite para a apresentação de candidaturas está fixada para o dia 18 de Novembro, quatro meses antes do sufrágio marcado para 2027.
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