A tensão militar no Estreito de Hormuz voltou a subir esta quarta-feira, 2 de setembro, com navios de guerra visíveis ao largo da costa de Musandam, em Omã. O cenário surge no seguimento da mais grave troca de fogo das últimas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, colocando ambas as nações em ambiente de confrontação directa.
A escalada militar começou na terça-feira, quando o Comando Central das forças americanas realizou uma série de bombardeamentos contra posições do Corpo da Guarda da Revolução Islâmica. A operação visou sistemas de defesa aérea, Radares, bases de comunicações e capacidade de colocação de minas marítimas na zona do Estreito de Hormuz, ponto estratégico por onde passa grande parte do petróleo mundial e onde Teerão tem ameaçado interceptar petroleiros.
Em resposta aos ataques americanos, o Irão lançou ofensivas contra instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein, Jordânia, Kuwait e Iraque. A imprensa estatal iraniana denunciou ainda que os bombardeamentos americanos provocaram a morte a cinco civis e dezenas de feridos durante uma cerimónia de casamento.
Apesar da Guarda da Revolução Islâmica ter reivindicado a morte de vários soldados americanos na Jordânia, fontes do Governo dos Estados Unidos avançam que as avaliações preliminares não registam vítimas mortais entre as suas tropas. Washington ameaça agora com retaliações de maior dimensão caso as forças iranianas continuem as acções hostis na região.
Discover more from MIRAMAR NEWS
Subscribe to get the latest posts sent to your email.





Leave a comment