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POLITICA

Deputados Alertam para Crescimento da Malária em Mocuba

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Os deputados membros da Comissão dos Assuntos Sociais, do Género, Tecnologias e Comunicação Social (3.ª Comissão) da Assembleia da República manifestaram forte preocupação com o incremento de casos de malária no distrito de Mocuba, na província da Zambézia.  

A inquietação foi apresentada esta terça-feira, durante uma sessão extraordinária com o governo local, inserida na fiscalização do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) do primeiro trimestre. Os dados oficiais indicam que a contaminação subiu de 79.604 casos, em 2025, para 97.846 notificações no período em análise. Por outro lado, os parlamentares enalteceram a redução de 9,3% nos casos de diarreias, fruto de acções de sensibilização e saneamento que envolveram mais de 92 mil famílias. 

A administradora de Mocuba, Adelina Tavares, explicou que o distrito conta com mais de 508 mil habitantes e enfrenta desafios estruturais no sector da saúde. O rácio de médicos por habitante agravou-se, passando de um clínico para 29.163 pessoas, em 2025, para um médico para 29.941 residentes, em 2026, um indicador que se situa muito além do rácio de um para 10 mil recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).  

No sector da educação, a preocupação centra-se no aumento do rácio aluno/turma, impulsionado pela redução no recrutamento de docentes, pela expansão dos níveis de ensino e pela elevada natalidade local. A governação distrital apontou ainda os constrangimentos orçamentais e o estado precário das vias de acesso, destacando a intransitabilidade total nos troços Injacto–Chimbua e Magiui–Mussaba. 

Durante a jornada de trabalho, os parlamentares visitaram o Instituto Industrial de Mugeba, que enfrenta carências na componente prática, escassez de verbas e falta de formadores qualificados para o curso de serralharia mecânica. A comissão parlamentar liderou também uma auscultação pública sobre a proposta de lei de liberdade religiosa e de culto, que colheu reações diversas na comunidade.  

Embora o ordenamento jurídico das confissões religiosas seja visto de forma positiva para travar a proliferação de seitas com fins materialistas, a exigência de cinco mil assinaturas para a legalização gerou divergências. 

A terminar o debate, a presidente da comissão, Lucília Hama, exortou as lideranças religiosas a reforçarem o seu papel na moralização da sociedade e no combate ao alcoolismo e ao consumo de drogas entre a camada jovem. 


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