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CULTURA

Bushfire 2026: SMP Evolution eleva a música moçambicana e aponta para palcos internacionais

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A música moçambicana voltou a afirmar-se em palco internacional, no Festival Bushfire 2026, com a actuação do projecto SMP Evolution, criado pelo baterista moçambicano Stélio Mondlane, ao apresentar uma fusão contemporânea entre jazz e ritmos tradicionais de Moçambique, evidenciando a riqueza cultural e a criatividade artística do país.

O espectáculo distinguiu-se pela construção sonora que explora a evolução do jazz através de elementos identitários africanos, resultando numa performance inovadora e profundamente enraizada na cultura moçambicana. 

A apresentação foi acolhida com entusiasmo pelo público, que respondeu com aplausos e grande envolvimento ao longo da actuação, confirmando o impacto da proposta musical da banda.

Falando à Rádio Moçambique, Stélio Mondlane disse que a música moçambicana possui qualidade para competir nos mais diversos palcos internacionais. O músico defendeu uma maior aposta de produtores, directores artísticos, organizadores  de festivais e instituições culturais no investimento contínuo da criação nacional, como forma de impulsionar a projecção dos artistas moçambicanos além-fronteiras.

Stélio Mondlane anunciou ainda que o projecto SMP Evolution prevê lançar o seu segundo álbum ainda este ano, reforçando a continuidade de uma proposta artística que alia inovação, identidade cultural e experimentação musical.

Para este sábado, o destaque da participação moçambicana no Bushfire vai para a actuação do músico Radjha Aly, um dos artistas mais aguardados pelo público presente no festival.

Considerado um dos principais eventos culturais da região, o Bushfire continua a afirmar-se como uma plataforma de promoção da música, das artes performativas e de iniciativas de impacto social. 

A edição deste ano reúne milhares de espectadores e destaca-se pela celebração da criatividade africana, pela diversidade artística e pelo intercâmbio cultural entre artistas e públicos provenientes de diferentes partes do mundo.

Por: Bernícia Cotela, enviada especial da RM ao Festival Bushfire (Eswatini)

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