As portas do Conselho Municipal de Quelimane amanheceram encerradas, em protesto protagonizado pelos funcionários da instituição, que reivindicam o pagamento de salários em atraso há cerca de seis a sete meses.
Os trabalhadores afirmam estar cansados da situação, que classificam como recorrente, e dizem enfrentar enormes dificuldades para sustentar as suas famílias.
Segundo os funcionários, a paralisação das actividades surge como forma de pressionar a edilidade a encontrar uma solução concreta para o problema salarial, que, segundo afirmam, vem se arrastando há vários meses.
Os manifestantes relatam que o último pagamento efectuado pelo município ocorreu em Dezembro passado, altura em que apenas dois meses de salários foram regularizados. Com a greve, diversos serviços municipais encontram-se condicionados, o que afecta o atendimento ao público e o funcionamento normal de alguns sectores da autarquia. A equipa de reportagem da TV Miramar em Quelimane, tentou ouvir a direcção do município, porém, o director do gabinete do Conselho Municipal de Quelimane recusou-se a prestar declarações sobre o assunto.
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