Os transportadores semi-colectivos de passageiros, vulgarmente conhecidos por “chapas”, voltaram a circular em várias rotas das cidades de Maputo e Matola, mas a retoma dos serviços está a ser marcada por denúncias de cobranças ilegais e aumento arbitrário das tarifas.
Na localidade da Mulotana, província de Maputo, passageiros relatam estar a pagar 25 meticais por viagem, apesar de não existir qualquer anúncio oficial de revisão tarifária.
Segundo os utentes, alguns cobradores já avisam que, a partir da próxima segunda-feira, o valor poderá subir para 30 meticais.
No terminal do Zimpeto, os passageiros descrevem um cenário de desorganização e oportunismo por parte de alguns operadores.
Há relatos de “chapas” que fazem as rotas Matola-Gare, Cidade da Matola e Hospital Provincial, mas que não cumprem integralmente os percursos habituais.
De acordo com os passageiros, vários transportadores estão a terminar as viagens na primeira rotunda da Estrada Circular de Maputo, obrigando os utentes a recorrer a outros meios para chegar ao destino final, sem qualquer redução no valor cobrado.
Na cidade da Beira, transportadores também são acusados de ignorar as orientações do Governo, agravando unilateralmente as tarifas de transporte, situação que está a gerar indignação entre os passageiros.
O Ministério dos Transportes e Logística garantiu activar o subsídio aos transportadores para que não agravem a tarifa, mas alguns operadores desconfiam deste mecanismo.
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