Dois mortos, oito feridos e três postos policiais vandalizados é o balanço de uma vaga de violência gerada por desinformação na província do Niassa, entre 24 de abril e 5 de maio.
Em conferência de imprensa realizada em Lichinga, a governadora provincial, Elina Judite Massengele, desmentiu os boatos sobre o alegado “encolhimento de órgãos genitais”, esclarecendo que os exames médicos confirmam a inexistência de qualquer anomalia física. As autoridades classificam os episódios como Síndrome de Koro, um transtorno de ansiedade que está a provocar pânico colectivo e linchamentos.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) já deteve 14 cidadãos envolvidos nos distúrbios e reforçou a patrulha nas zonas críticas para travar a destruição de infraestruturas.
O Governo Provincial apelou à calma e à manutenção das actividades agrícolas, sublinhando que a propagação de mensagens falsas está a custar vidas humanas. Foram activadas equipas de apoio psicológico para as vítimas e o caso foi encaminhado ao Ministério Público para a responsabilização criminal dos instigadores da desinformação.
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