A precariedade das vias de acesso no bairro Hulene B, na Cidade de Maputo, atingiu um ponto crítico, levando um grupo de jovens locais a tomar a iniciativa de construir uma “ponteca” com material improvisado.
A estrutura artesanal surge como a única alternativa para que residentes e bens circulem sem entrar em contacto directo com as águas negras e estagnadas que assolam a zona há anos, uma situação agravada pelas últimas chuvas que inundaram diversos bairros da capital.
Neste sentido, para sustentar a manutenção da passagem e garantir algum sustento, os jovens “proprietários” da infra-estrutura cobram valores que rondam entre 10 e 20 meticais por travessia, que segundo eles serve para comprar material de construção. O serviço funciona até às 20 horas, momento em que os gestores abandonam o local, retomando as actividades nas primeiras horas do dia seguinte.
Por outro lado, os moradores manifestaram o seu apoio à iniciativa, uma vez que antes da construção da “ponteca”, eram obrigados a caminhar por águas contaminadas pela lixeira de Hulene, enfrentando graves riscos de saúde.
Perante esta realidade, o presidente da Empresa Municipal de Infra-estruturas, Elias Machava, assegurou que o município está ciente da gravidade da situação. O responsável afirmou que não é a primeira vez que as autoridades se deslocam ao local para reunir com os moradores, sublinhando que existem orientações directas do presidente do Conselho Municipal, Rasaque Manhique, para desenhar soluções de engenharia que resolvam o problema de imediato.

Discover more from MIRAMAR NEWS
Subscribe to get the latest posts sent to your email.






Leave a comment