A crise de combustível que afecta todo o país começa a ter reflexos na província da Zambézia, com sinais de pressão sobre o transporte fluvial na província.
No ponto de travessia que liga Quelimane a Inhassunge, as actividades de transporte marítimo continuam a decorrer com normalidade aparente. No entanto, operadores do sector já manifestam preocupação com a escassez de combustível que se faz sentir, afirmando que enfrentam restrições na aquisição do produto.
Em declarações à Miramar, os operadores explicaram que as quantidades de combustível que conseguem adquirir actualmente são insuficientes, comprometendo seriamente a regularidade e a sustentabilidade das travessias.
A situação agrava-se ainda mais devido ao aumento dos preços praticados por fornecedores privados, que, de acordo com os operadores, já duplicaram os valores.
Paralelamente, o director dos Serviços Provinciais de Infraestruturas, João Tsembane, afirmou que existem restrições no abastecimento na província da Zambézia, mas que tal não deve ser interpretado como uma crise. O responsável garantiu que apesar das limitações no fornecimento a nível nacional, as bombas de combustível na província e na cidade continuam a ser abastecidas, ainda que de forma condicionada.
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